terça-feira, 17 de setembro de 2013

ESBOÇO DE DOZE LIVRO HISTÓRICO DA BÍBLIA HEBREIA

 Há quem considere o livro de Josué como um complemento do Pentateuco, promessa da doação da Terra Prometida no Gênesis. DIVISÃO E CONTEÚDO Conquista de Canaã (1,1-12,24): Distribuição do território pelas tribos (13,1-21,45). Após a atribuição dos territórios às tribos da Transjordânia e da Cisjordânia, conclui-se com uma lista das cidades sacerdotais e de refúgio. Apêndice e conclusão (22,1-24,33). O discurso de despedida de Josué e a assembleia magna de Siquém, no final do livro. GÊNERO LITERÁRIO E VALOR HISTÓRICO. O rigor histórico das narrações seria e precisa, é admirável, a Comparar Josué com Jz 1,... DESTINO E PROPÓSITO Duas características distinguiam o antigo povo, a preocupação com a história, e com material religioso escrito, que agi como guia nas crenças e na conduta. As palavras de Moisés (o Pentateuco) AUTORIA E DATA. Se aceitarmos Josué como o autor do livro que tem seu nome, conforme assevera uma antiga tradição cristã, então a data que atribuímos ao livro pode variar entre c. de 1400 e c. de 1200 a. C. Entretanto, quase todos os eruditos modernos acreditam que o livro, na verdade, é uma obra anônima. TEOLOGIA Josué pretende mostrar que Javé é fiel à sua palavra: se promete, cumpre e assim o fez; (Gn. 12,1-3; 13,14-17; 15,7-21; 17,1-8). Como prometeu2. II. JUÍZES O titulo “juízes” é conferido às quinze pessoas que presidiram aos israelitas durante um período de trezentos e cinquenta anos (ou pouco menos), entre o falecimento de Josué e a subida de Saul ao trono, como primeiro rei de Israel. AUTORIA E DATA Os eruditos liberais pensam que é inútil tentar descobrir um único autor do livro de Juízes, visto que creem que a principal fonte informativa do livro seja D (escola Deuteronômica), CONTEXTO HISTÓRICO Depois da sua chegada a Canaã e do seu estabelecimento no território, como está descrito em Josué, sobre as doze tribos. QUEM SÃO OS JUÍZES Os Juízes. Não são chefes constituídos oficialmente, mas homens e mulheres carismática, atentos ao Espírito do Senhor, pessoas marcadas por umas fortes personalidades, capazes de se imporem moralmente perante as outras tribos. DIVISÃO E CONTEÚDO As histórias e os feitos dos Juízes passaram pelas tradições orais locais, sobretudo nos santuários, antes de fazerem parte da memória coletiva de Israel, depois da organização política, social e religiosa, todo este material de caráter histórico, mítico, poético e etiológico no espólio coletivo de Israel. Juízes Maiores ou “salvadores”: Oteniel (3.7-11), Eúde (3.12-30), Dé¬bora e Barac (4.1-5,32), Gedeão (6.11-8,35), Jefté (11.1-40) e Sansão (13.1-16,31); Juízes Menores, que constituem um bloco literário acrescentado mais tarde: Sa¬ngar (3.31), Tola (10.1-2), Jair (10,3-5), Ibsã (12.8-10), Elom (12.11-12) e Abdom (12.13-15). Deste modo se formou o “Livro dos doze Juízes de Israel” (3.7-16,31). III. Apêndices: 17-18, sobre a tribo de Dan, e 19-21, sobre a de Benjamim, posteriormente foram acrescentadas duas introduções: 1,1-2,5, que apresenta a situação geral das tribos depois da morte de Josué. VALOR HISTÓRICO Este livro fornece-nos um quadro geral único do modo de vida das tribos de Israel, depois da instalação em Canaã, no que toca à vida política, social e religiosa. TEOLOGIA Não nos devem escandalizar os “pecados” destes Juízes, homens rudes que precisamos situar no seu tempo e que procedem segundo a moral de então. Caso paradigmático é a história de Sansão. Teremos que tentar, antes, descobrir o que há neles de positivo: a ação de Deus, que os anima com o seu espírito para conduzir o povo de Deus (3,10; 6,34; 11,29; 13,25). Neste sentido, eles foram uma antecipação dos reis de Israel. III. RUTE Na Bíblia Hebraica, a história de Rute vem colocada entre os Escritos (Ketubim). A tradição grega e latina apresenta outra ordem: recuam-na para junto do livro dos Juízes. AUTORIA E DATA O livro é anônimo, isto é, seu autor não se identifica. Há uma tradição judaica que diz' que o autor do livro de Rute foi o profeta Samuel. DIVISÃO A narração desenvolve-se numa harmonia notável de quatro cenas (1,7-22; 2,1-23; 3,1-18; 4,1-12), precedidas de uma introdução (1,1-6) e seguidas de uma conclusão (4,13-17). Mais do que no amor, o livro de Rute centra o seu enredo no motivo legal do levirato e do resgate. Elimélec “o meu Deus é rei”; Noemi = “minha doçura”; Mara “amargurada”; Maalon “enfermidade”; Quilion “fragilidade”; Orpa “a que volta as costas”; Rute “a amiga”. Estes nomes representam, no cenário de uma sociedade agrícola, o drama do infortúnio e do luto, mas também a força triunfante da solidariedade e da vida. TEOLOGIA Rute é uma história bíblica em que Deus se faz presente, não através de acontecimentos extraordinários, mas no cumprimento das normas sociais mais comuns. PROPÓSITO DO LIVRO O livro de Rute um período histórico que formaria um hiato misterioso e obscuro sem ele. Literária sagrada de Israel é o de servir de elo entre o período conturbado dos juízes, quando não havia rei em Israel. E a monarquia, sobretudo o governo perenemente destacado de Davi, o maior de todos os monarcas de Israel. ESTILO LITERÁRIO E LINGUAGEM: Hebraico, língua, costumes familiares. NT Somente em Mateus 1.5, o autor faz referência a Rute. 3. • 1 e 2 LIVROS DE SAMUEL Na Bíblia Hebraica, os livros de Samuel fazem parte dos chamados profetas anteriores (juntamente com Josué, Juízes e Reis). VALOR HISTÓRICO Apesar de os livros de Samuel não serem uma narração histórica «neutral», nem por isso estão despidos de valor histórico. Esta deve ser até, a parte de toda a História deuteronomista menos “manipulada” teologicamente. CONTEÚDO E DIVISÃO O que melhor se nota, ao determinar a estrutura dos livros de Samuel, é que os cap. 1-12 apresentam claras afinidades com o livro dos Juízes e que os cap. 1-2 de 1 Rs parecem o prolongamento lógico de 2 Sm 9-20. A actual divisão interna corta o relato da morte de Saul (1 Sm 31; 2 Sm 1) e, sobretudo, a unidade mais ampla da «subida de David ao trono» (1 Sm 16; 2 Sm 5). Apesar disso, a obra apresenta-se como uma uni¬dade literária, histórica e teológica, ligada por três protagonistas: Samuel, Saul e David. FONTES A crítica literária detectou a existência de fontes documentais e tradicionais diversas, as quais, unidas a elementos redacionais de origem deuteronomista, seriam os materiais dos livros de Samuel. Relativamente à sua antiguidade, há concordância quanto a reconhecer-lhes uma aproxima-ção ao fato, embora no estado atual já sejam resultado de diversos reto¬ques sofridos na época salomônica e, inclusive, exílica. Entre as unidades mais importantes e antigas estariam os relatos da sucessão de David (2 Sm 9-20) MENSAGEM TEOLÓGICA Os livros de Samuel fazem parte de um grande projeto teológico, conhecido como História Deuteronomista. Designa-se assim o trabalho de reflexão histórico-teológico realizado cerca do ano 550 a.C. por um grupo de teólogos, guiados ideologicamente pelos princípios da teologia do Deuteronômio, a partir de fontes plurais e heterogêneas preexistentes, orais e escritas DATA PROVINIENTE E DESTINO: Foi escrito algum tempo depois da morte de Salomão aproximadamente em 930 a. C. Foi destinado a duas nações, Israel no norte e Judá ao Sul. ESTILO LITERÁRIO E LINGUAGEM O escrito foi separado em dois livros quando o texto em hebraico foi traduzido para os Judeus na língua grega, aproximadamente em 300 a. C. MOTIVOS E PROPÓSITOS: Para preservar a história da Nação Israelita, quando deixaram de ser uma associação de doze tribos independentes e passaram a ser uma nação unificada. A CARTA EM RELAÇÃO A NOVO TESTAMENTO: Samuel encerra duas prefigurações proféticas do ministério de Jesus como Profeta, Sacerdote e Rei, Samuel nos seus dias, o principal representante profético e sacerdotal de Deus em Israel prefigurava o ministério de Jesus, como supremo expoente profético e sacerdote de Deus, Davi Nascido em Belém, um Pastor e Rei ungido por Deus que levou a Cabo os propósitos de Deus para sua própria geração (Atos 13.36). 1º E 2° LIVROS DOS REIS Segundo o texto original e a antiga tradição hebraica, estes dois livros constituiriam uma só obra, que descreve a história da monarquia hebraica desde a subida de Salomão ao trono até à conquista e destruição de Jerusalém por Nabucodonosor, em 586 a. HISTORICIDADE A atual relação dos livros dos Reis não pretende apresentar uma simples e despretensiosa historiografia da monarquia hebraica. Apesar disso, os dados históricos referidos e os seus contextos concordam bem, no geral, com a imagem quer dos dados da Arqueologia, quer dar numerosas fontes extras bíblicas que hoje se podem aproveitar e comparar. HISTÓRIA LITERÁRIA Os livros dos Reis são parte nuclear de uma das unidades literárias mais influentes na Bíblia, além do Pentateuco: a História Deuteronomista, empreendimento de grande vulto e enorme repercussão em Israel. CONTEÚDO E DIVISÃO. Versando sobre a história dinástica de Israel, o conteúdo dos livros dos Reis divide-se em três fases principais: Em 1 Rs 1-11 descreve-se o reinado de Salomão: com alguma pompa e pormenor, narram-se as vicissitudes e os jogos de corte, por ocasião da sua designação para a sucessão, na dinastia de David, a grandeza do seu reinado, a sua sabedoria e riquezas. TEOLOGIA Com esta relação Deuteronomista dos livros dos Reis parece ter-se pretendido fazer uma espécie de exame de consciência sobre o comportamento dos reis de Israel e de Judá, pois nele se espelhava o destino de todo o povo. OS LIVROS DE 1° E 2° REIS E O NT Salomão e do seu reinado (Mt 12.42). Referente ao segundo livra de Reis o NT deixa também claro que Deus, na sua fidelidade, cumpre sua promessa segundo o concerto, feito a Davi atreve de Jesus Cristo, “o filho de Davi” (Mt 1.1; 9.27-31; 21.9). 1° E 2° LIVROS DAS CRÔNICAS Normalmente as traduções da Bíblia apresentam apenas uma introdução para os dois livros das Crônicas, porque na Bíblia hebraica eles constituíam um todo, num único livro chamado “Dibrê hayya¬mîm” (Anais). AUTORIA E DATA A tradição judaica atribui os livros de Crônicas a Esdras, ao escriba que é personagem nos livro Esdras e Neemias (Ed: 7:6). A tradição talmúdica (Baba Bathra 15a) confirma essa opinião. A escrita desses livros entre 400 e 350 a. C. Porém, alguns estudiosos pensam em uma data tão tardia quanto 250 a. C CONTEXTO HISTÓRICO. Nesta História têm lugar de relevo a tribo de Judá (que é a tribo de David), a tribo de Levi (por causa de Aarão, o protagonista do sacerdócio e do culto divino) e a tribo de Benjamim (à qual pertence à família de Saul, e em cujo território está implantado o templo). Isto explica o silêncio acerca do reino do Norte, ou Israel, e a omissão de muitas coisas – sobretudo as negativas referentes a David – que se encontram noutros livros históricos, especialmente nos de Samuel. LIVROS DE ESDRAS E NEEMIAS Confirmação antiga: Não encontrei citação algum acerca desses livros, pelos pais da igreja, por exemplo, já que era considerado apócrifo. AUTORIA: A. Baba Bathra 15a diz que Esdras-Neemias é um livro escrito por Esdras. B. Gemara diz que Neemias ajudou escrever o livro (Esdras/Neemias). DATA, PROVENIÊNCIA E LINGUAGEM: A. Os estudiosos dos séculos 19 e começo dos 20 acreditam que os livros de Esdras-Neemias e Crônicas terem sido escritos no período do quarto século a.C;. MOTIVOS E PROPÓSITOS: O propósito do livro, que não forma uma história continua, é a restauração da comunidade judaica durante os cem primeiros anos que se seguem ao retorno da Babilônia. ESTER O livro de Ester é uma apaixonada descri¬ção das experiências dra¬máticas por que passou a comunidade hebraica de Susa, quando esta cidade era capital do império persa. O texto sugere que esses aconte¬cimentos afetaria a vida de todos os judeus residentes dentro das fronteiras daquele imenso império, que se estendia desde a Índia até à Etiópia. TEXTO São Jerônimo, ao preparar a edição da Bíblia em latim, chamada Vul¬gata, para que estas interrupções não cortassem a sequência do texto he¬braico, decidiu colocar em primeiro lugar a tradução contínua do hebraico e acrescenta-lhe os suplementos em grego, numerados nos capítulos 11 a 16. E assim se apresentava o livro de Ester, nas traduções que dependiam diretamente da Vulgata. No entanto, esta solução tornava mais difícil a leitura dos suplementos, que não representavam uma sequência completa. HISTORICIDADE Literariamente, esta narrativa apresenta-se como des¬cri¬ção histórica. Aliás, em 9,32 e 10,. A descrição dos ambientes e dos costumes tem alguma exatidão. No entanto, numerosos indícios levam-nos a pensar que os muitos ele¬mentos de figuras e experiências históricas podem ter sido elaborados nesta obra, que é construída segundo o modelo literário de um romance histórico. Os nomes de Mardoqueu e de Ester dão aos seus heróis certos verossimilhança histórica DATA E AUTOR, ACEITAÇÃO E DIVISÃO. O autor do Livro de Ester é desconhecido. Pelas pistas deixadas no livro, podemos deduzir que se trata de um judeu persa, possivelmente residente na cidade de Susã. Também se lê neste livro o seu nacionalismo intenso e preocupação com a festa do Purim, acredita-se que seja Mordecai. Testemunha ocular e um dos principais personagens do relato foi, mui provavelmente, o escritor do livro; o relato íntimo e pormenorizado indica que o escritor deve ter vivenciado esses eventos no palácio de Susã. Embora não seja mencionado em nenhum outro livro da Bíblia, não há dúvida de que Mordecai foi personagem real da história. O LIVRO DE ESTER E O NT O Novo Testamento não deu muita importância a este livro, pois não se refere a ele. O judaísmo, pelo contrário, sempre o valorizou bastante. A festa de Purim, aqui iniciada, também não consta no calendário de Qumrân, nem o livro é referido na biblioteca da seita. Mas, para o judaísmo, Ester foi sempre um dos mais importantes dos cinco “rolos” ou “livros” cuja lei¬tura ocorria regularmente em certas festas. TEOLOGIA É, sobretudo, na teologia que se nota a diferença mais sensível entre o texto hebraico e os textos em grego. No texto hebraico não existe sequer referência ao nome de Deus. Seja qual for à razão que levou a uma nar¬rativa de aspecto aparentemente laico, pressupõe-se que, por detrás das vicissitudes da experiência histórica, existe outra instância da qual poderá vir à resposta para os problemas, se os humanos não forem capazes de resolvê-los (ver 1,14). É uma evidente referência a Deus, implícita, mas forte. BIBLIOGRAFIA Bíblia de JERUSALÉM Bibliografia : ED. Paulus 2010 Manual BÍBLICO CPAD 2012 Conheça MELHOR o ANTIGO TESTAMENTO, autor STANLEY A. Ellisen Entendendo a BÍBLIA, autor DEGMAR RIBAS Bíblia de ESTUDO PENTENCOSTAL Bíblia de JERUSALÉM: ED. Paulus 2010. Manual BÍBLICO CPAD 2012 Www.fatheralexander.org/booklets/portuguese/old_testament_p.htm Http://freebiblecommentary.org/pdf/OTSURVEY_portuguese.pdf Archer, JR., GLEASON l. Merece CONFIANÇA o ANTIGO TESTAMENTO. São PAULO, SP. Ed: VIDA NOVA, 1974 Hill, ANDEW E., WALTON, JOHN H. Panorama do ANTIGO TESTAMENTO. São PAULO, SP. Ed: VIDA, 2006. Schmidt, WERNER H. Introdução ao ANTIGO TESTAMENTO. São LEOPOLDO, RS. Ed: SINODAL, 2004. Enciclopédia da BÍBLIA TEOLOGIA e FILOSOFIA. Norman RUSSEL CHANPLIN. Phd.

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