TEOLOGIA MISSIONÁRIA E O ANTIGO TESTAMENTO
Jesus cristo relacionou a sua pessoa, com a mensagem do Antigo Testamento, e alegou não anular com a sua missão, mas substituir por si mesmo ao realiza-la. Olhando para Gn. 1 – 11, uma parte que pertence a toda humanidade, o proto evangelho e a intenção universal. A promessa de um redentor, feita a toda raça humana. Gn. 3.15, o evangelismo, a estrela da manhã, em meio à escura noite da humanidade, a promessa aqui uma universalidade bíblica, uma esperança humana. A universalidade seguida em Noé e os seus próprios filhos, (Gn. 9.1,8, 9), e Deus ao pacto, Sem Jafé e Cão são inclusos, sem altera a universalidade sociologicamente, que permanece intocada. Nesse contexto a linguagem sociologicamente de básica da intenção de Deus é da mensagem do Evangelho iniciado pelo o próprio Deus permanece irrevogável inalterada. O Deus da humanidade é a única esperança de salvação. Logo, nesse sentido missão é o Deus da raça, se doando na salvação. A religião para o povo primitivo era a teia da urdidura e trama da vida, principio de um continuo prevalecer, a diferença era mistura ao panteísmo existente na Ásia, mas, a uma religião distinta revelada essa é a única a do Antigo Testamento, tem suas raízes suas essências seu estimulo não na cultura, psicologia ou fé humana, mas sim é a primeira revelação sobrenatural. Ela é ação divina, testemunha constante de Deus ao mundo (At. 14.17). É o monoteísmo étnico, divinamente inspirado, que preserva o homem desorientado no panteísmo, na idolatria e no espiritismo. O homem não deu origem a religião revelada do Antigo Testamento. Ela revelou-se na revelação sobre natural de Deus, numa determinada pessoa Abraão. Ela não mito nem lenda, mas, a historia, não deve ser interpretada, de maneira a implicar que Deus trouxe do céu uma religião- um dogma uma cultura – feita sob medida nem distinta isolada do contexto cultural do tempo. Isso seria contrario a todas as obras de Deus. Que não nega que Abraão não era um gênio religioso, mas Deus usou meios naturais da vida de Abraão, e nasce uma nova qualidade religiosa, que nasce não do sangue (racionalmente), nem do desejo da carne (sociologicamente), nem do desejo do homem (psicologicamente), mas de Deus. Sua raiz esta na ação revelada de Deus. O idealismo religioso nacional, aqui Deus inicia um movimento, apresentando um protesto implacável, contras as religiões prevalecentes nas culturas pecaminosas, condenando à divinização adivinhação, necromancia, bruxaria, magia feiticeiros feitiçaria e idolatria em geral. Então é introduz o Decálogo para as ideias religiosas, morais e sócias, escolas de profetas, primeiros juízos instituições, com posições firmes de vario indivíduos m defesa dessas ideias morais em nome da religião de Deus. A partir desse contexto o em diante, a revelação expande a mensagem D Deus em todo Israel “assim diz o Senhor” ou “a palavra do Senhor”. Devido a isso Moisés e os profetas cuidadosamente anotaram suas mensagens com a inspiração do Espirito Santo, insistindo que essa era a palavra de Deus ao homem e, e consequentemente, correta, oficial normativa. Como tal o Antigo Testamento foi aceito e respeitado pelo o povo judeu foi reconhecido proclamado por nosso Mestre, Jesus Cristo. Deus é um objeto de experiência pessoal e intima, o que são resultado de inspirações, que pode ser produzido muitas vezes no indivíduo um caráter religioso, esse caráter é centralizado, fundamentado m toda a filosofia religiosa de visões de mundo e de vida. Dirigindo e determinando leis Deus, organiza relações, a instituições ao aprendizado da caridade e sistema de finança, conceito de agricultura, comercio, ciências, arte, literatura musica etc... Acima de tudo com o novo caráter o homem agora no futuro baseia-se na doutrina. O que é de suprema importância é que se saiba a verdade sobre a revelação do próprio Deus e o que diz a respeito a ele. Quem é o quê é Deus? O Deu de Israel era o “Eu Sou” (Jeová) de Moisés o Deus de Abraão e Isaque Jacó, Eloim. Para seu povo essa era a doutrina do shema (palavra hebraica para “escutar” Dt.6.4começa; Escuta Israel o Senhor nosso Deus é Único. Promessa a Abraão em ti será abençoadas todas as famílias da terra (Gn. 12.23) essa promessa e garantia é repetida m Gênesis 18,19; 22,19 (ef. At 3.25; Gl. 3.8). Embora isso de der a Abraão o direito de favoritismo de um deus particularista, para estabelecer uma religião local em pratica desígnio. Ele origina-se no Deus da Gloria e é designado o bem-estar da humanidade, o bem geral da comunidade e do mundo. Abraão não foi chamado pelo o bem de Abraão. O mundo estava à vista e a humanidade era o objetivo, qualquer que fosse a metodologia, a intenção universal no desígnio de Deus lhes é declarados esclarecidos enfaticamente. Agora se ouvirdes com atenção a minha voz observardes a minha aliança, será para mim uma propriedade exclusiva, e será para mim um reino de sacerdotes, uma nação santa. Esse pacto a promessa é restrito a Abraão, e é consolo do profetas por toda historia. Esse direito do pai que segue aos filhos Paulo uniu a interpretação em Gálatas três, mencionando que dois pactos existem paralelamente, do Sinai ao Calvário, onde o pacto do Sinai encerra e o de Abraão – pelo menos em parte – realiza-se. A universalidade implícita explicita da passagem de Êxodo evidente. Deus explicitamente declara que toda terra é sua como criador, ele é o seu dono por direito, Ele é Deus de toda terra inclusive da humanidade. Nas palavras de Melquisedeque a Abraão, Ele é o “Altíssimo” o possuidor do céu e da terra, o El. Elyon. A posição de Israel não é a de possuidora única de Deus. A revelação do Antigo Testamento não era uma religião nacional restrita ela mantinha suas portas abertas, ela tinha suas restrições teologias, morais, mas não racial, nem nacionalmente um sistema restrito. O estrangeiro era bem-vindo e sua aceitação no mesmo nível era assegurada. Um cetro político-religioso (Jerusalém). Seus salmos eram designados para serem usados pela comunidade de Jerusalém e diziam respeito a Israel, não a nações (Sl. 96). O único propósito dos escritores é louvar o Deus de Israel.... Javé. Os céus, a terra os rios o mar devem apreciar o Deus de Israel. Segundo o autor, “o hino d louvor é uma verdadeira pregação missionária por excelência”, especialmente se compreendemos que tal pregação missionária é sustentada nos Salmos por mais de 175 referencias d cunho universalista relacionado às nações do mundo. Muita delas leva salvações as nações. O que segundo o autor foi uma descoberta espontânea, para ele anos atrás. Com isso considera para os cristãos uma fonte enriquecedora leitura dos Salmos para desenvolver o pensamento missionário. Diz mais que os salmos de Davi são um dos maiores livros missionários. A oração de Salomão, feita pelo Espírito Santo, destaca-se ao desejar a vinda do estrangeiro para vim orar no templo. Assim, ele inclui o estrangeiro em suas orações para que ele pudesse encontra a porta aberta diante da presença do Senhor. Em tudo isso vê o próprio missionário. Ao ser impulsionado pelo Espírito Santo, ao inclui o estrangeiro na sua oração e apontar a importância missionário do templo. Assim a missão de Israel é missa centrada em Deus. Assim como Deus é o orientador da missão de Israel, Ele também é o seu centro e essência o propósito de sustentar o monoteísmo, posicionar-se em meio um mar de enoteismo, politeísmo monismo filosófico. Dessa forma, Israel como servo de Jeová e o Messias como Servo ideal têm importância universal e passam a ter pleno significado apenas m âmbito mundial. Portanto a universalidade da salvação permeia todo o Antigo Testamento. Teologia Missionária e o Novo Testamento A Teologia Missionária do Novo Testamento (separada dos Evangelhos) não é difícil de ser estabelecida. Precisamos apenas nos lembrar do fato de que o livro de Atos é o autêntico registro missionário dos apóstolos e da Igreja Primitiva e de que todas as epistolas foram escritas para igrejas estabelecidas através de esforços missionários. Se o cristianismo não fosse uma religião missionária e os apóstolos não tivessem sido missionários, não teríamos o livro de Atos e nenhuma epístola. Com exceção de Mateus, até mesmo os Evangelhos foram escritos para igrejas missionárias. O Novo Testamento é um livro missionário em discurso, conteúdo, espírito e desígnio. Esse é um fato simples, mas também um fato real e profunda importância. O Novo Testamento é mais a Teologia em ação do que Teologia em razão e conceito ele é “teologia missionária”. Para estabelecer a teologia de missões no Novo Testamento aceita – se simplesmente o Novo Testamento pelo o que é. Nenhum leitor pode permanecer imune ao seu impulso desígnio missionário. Talvez haja pouca teologia de missões no Novo Testamento, porque ele é em sua totalidade uma teologia missionária, a teologia de um grupo de missionários e uma teologia em desenvolvimento missionário. Dessa forma ele não apresenta uma teologia de missões; ele é uma teologia missionária. É verdade que os apóstolos não declaram ou voltam a declarar comissão de Cristo nas epístolas. Deve – se ter em mente, porém, que a chamada Grande Comissão, como está registrada em vários Evangelhos, pertence à tradição viva da igreja dos apóstolos. O próprio fato de que todos os autores dos Evangelhos a citam de uma forma ou outra é uma clara evidência de que sua existência e essência são conhecidas como quase universalmente. Isso é estabelecido claramente por Lucas à medida que escreve sobre coisas “que entre nós se cumpriram” (Lc 1.1). Isso, claro, inclui a responsabilidade de evangelizar o mundo, a qual Lucas expõe em muito mais detalhes do que outros autores. Por outro lado, precisamos ter em mente que o Novo Testamento apresenta um momento duplo: o vertical e o horizontal. O ultimo predomina nos Atos dos Apóstolos, o primeiro nas epístolas. Juntos, eles formam uma unidade divina que equilibra o cristianismo e as igrejas. Sempre devemos mantêm–los juntos. Novamente, Paulo louva as igrejas em Roma e em Tessalônica por seus esforços na evangelização de sua comunidade e além de suas fronteiras (Rm 1.8; 1 Tm 1.8). O apóstolo adverte à igreja de Corinto a ser rica no trabalho do Senhor (1 Co 15.58), isto é, eles devem superar – se, ir além de suas fronteiras habituais, espalharem – se e fazerem além do normal. O apóstolo também elogia os filipenses por terem uma parte ativa em seu ministério (Fp 4.10). Deve ser lembrado que a igreja dos filipenses tinha um missionário atuando (Fp 2.25). Muitas outras passagens podem ser citadas. Paulo fala muito de missões e evangelização. Um divulgador e representante supremo do Evangelho, ele esperava que as igrejas primitivas seguissem seu exemplo. Missões não é periférico no Novo Testamento. Os apóstolos conheciam o valor de missões em suas próprias experiências. No livro de Atos, vemos os apóstolos trabalhando, primeiro como missionários entre sua própria gente e mais tarde como embaixadores de Cristo entre as nações do mundo, embora não tenhamos os relatos dos vários membros do apostolado. Marcos escreve retrospectivamente: “E eles [os apóstolos], tendo partido, pregaram por todas as partes, cooperando com eles o Senhor, e confirmando a palavra com os sinais que seguiram” (Mc 16.2). Os locais e as áreas geográficas exatas são impossíveis de serem estabelecidos por nós com precisão. A partir do curso da história do cristianismo, somos levados a concluir que todos eles eram evangelistas e missionários eficazes. De acordo com a tradição, a maioria deles tornou – se mártir nos campos de missão do mundo. A grande linha divisória de missões evangélicas. Aqui, missões do Novo Testamento inicia um curso progressivo em sua realização. Portanto, a importância missionária de Pentecostes está além da capacidade de compreensão humana. Portanto, concluímos que sua teologia missionária nasceu de uma fonte profunda com raízes nas verdades eternas que se tornaram suas experiências terrenas. Não há outra explicação razoável para sua chama e energia missionária. Os grandes ideais missionários que Cristo viveu e ensinou alcançaram sua realização no tempo determinado por Deus e sob o ministério glorioso do Espírito Santo. À medida que traçamos a teologia missionária dos apóstolos, alcançamos a profundidade de sua motivação. Vamos definir várias áreas que se relacionam ao seu ímpeto missionário. Os apóstolos sabiam que Deus tinha agido. Ele tinha agido soberano, decisiva e redentoramente. Embora sem exonerar os judeus de sua culpe por crucificar em Cristo, Pedro declara sem hesitação que Cristo foi concebido pelo plano e previsão determinados por Deus (At 2.23; 4.28). A rejeição e crucificação de Cristo não ocorreram apenas devido ao pecado de Israel, pois de alguma forma Deus tinha agido neles de acordo com seu propósito e plano glorioso de salvação. Assim, o envio de Cristo ao mundo e a sua ressurreição são constantemente atribuídos a Deus; são atos de Deus. Dessa forma, Deus não estava frustrado com a rejeição e crucificação de Cristo porque seu plano e propósito não foram anulados. Pelo contrário, o pecado e a ira do homem serviram para realizar o plano de Deus. Os apóstolos desconhecem a salvação separada de Cristo. Só “quem tem o Filho tem a vida” (1 Jo 5.12). Eles foram tomados pela profunda convicção da salvação única de Cristo crucificado e ressuscitado. Eles o conheciam e o declararam ousadamente como Salvador e Senhor dos judeus assim como das nações. (At 2.36; 4.12; 10.36). Posso sugerir que não foi Pedro quem modificou a fórmula. Foi à ordem do Espírito Santo, e foi feita para enfatizar a salvação única de Jesus Cristo. De forma muito similar, a capacidade de salvação. Nenhuma outra testemunha do Novo Testamento é tão enfática quanto a capacidade única de salvação de Cristo quanto João. Cristo é “a propiciação pelos nossos pecados, e não somente pelos nossos, mas também de todo o mundo”. A apresentação missionária em pormenores é feita por João mó livro de Apocalipse, no qual muito dramaticamente Deus é apresentado como o Deus do cosmos – o Deus de toda a terra e de todas as nações, nenhum domínio excluído. Ele é o Deus do Universo, o Deus das nações, o Deus em quem salvação e refúgio são encontrados, o Deus que é o absoluto, soberano e justo Juiz da humanidade. Da mesma forma, João vê o Cordeiro de Deus no livro de Apocalipse. Ele retrata o Cordeiro não como aquele que carrega o pecado do mundo, mas que triunfou sobre o pecado, o inferno, Satanás e a sepultura. Em sua segunda maior visão, João vê o Cordeiro à direita de Deus, preparando em glória operações mundiais de julgamento e expansão. Nas cenas finais, João vê o Cordeiro triunfando sobre todos os sistemas do mundo, inclusive o religioso. À medida que os novos céus e a nova terra surgem, o cordeiro compartilha a glória e o culto do Pai, enquanto as nações apreciam as graças que fluem do trono abundante do Cordeiro. Tal é a visão missionária de João, e podemos assumir João fala de modo representativo. Os doze estão em harmonia com Ele. Deus está relacionado de forma redentora ao mundo através de Cristo Jesus. O Espírito Santo está operando em nome do Pai e do Filho para fazer o mundo conhecer a boa nova do amor e do ato redentores de Deus em Cristo através da divulgação do Evangelho. Essas realidades, verdades e fatos abençoados na consciência dos doze tornaram – se a fonte das motivações e esforços missionários dos apóstolos assim o alicerce de sua teologia missionária. A teologia missionária dos apóstolos, porém, estava enraizada mais profundamente do que em um mandato. Ela estava segura no fundamento que fez do mandato de evangelização do mundo um imperativo evangélico e espiritual, um fluxo de vida ao invés de uma imposição. Dessa forma, eles tornavam – se missionários não como escravos, mas como servos. Missões tornaram-se suas vidas, seu maior interesse, a grande paixão. À qual suas vidas eram alegremente dedicadas. Apenas três dos doze nos deixaram escritos: Mateus, João e Pedro (se o autor do livro de Judas foi o apóstolo Judas não está definido). Certamente, não há particularismo, nacionalismo e etnocentrismo judeu. De todos os apóstolos, Paulo destaca – se como a figura central na interpretação e difusão do cristianismo. Não podemos imaginar o cristianismo sem ele, mas o apóstolo não é um confundido, um inovador ou um concorrente de Cristo. Cristo permanece como a fonte, fundação, base e essência do cristianismo. Paulo expressa claramente sua posição quanto a essa questão em 1 Coríntios 3.11, quando diz: “porque ninguém pode pôr outro fundamento além do que já está posto, o qual é Jesus Cristo”. Ele escreveu previamente: “E eu, irmãos, quando fui ter convosco, anunciando – vos o testemunho de Deus, não fui com sublimidade de palavras ou de sabedoria [especulações filosóficas e sutilezas]. Porque a nada me propus saber entre vós, senão a Jesus Cristo, e este crucificado” (1 Co 2.1,2). Porém, Paulo é o melhor intérprete, o principal representante teológico, o maior apologista evangélico e o defensor mais persistente do cristianismo. Não precisamos criar uma justificativa elaborada para a universalidade de Paulo na provisão de salvação de Deus a toda a humanidade (universalidade ideal), e no propósito de Deus em ter seu Evangelho proclamado universalmente (universalidade prática). Ambos estão óbvios demais na vida e no ensinamento de Paulo. Ele é a encarnação concreta da universalidade ideal e prática. Como era grande intérprete de Cristo e do cristianismo, Paulo viajava muito, como Lucas relata no livro de Atos. Ele pregava com firmeza nas sinagogas, mercados, ambientes públicos, casas particulares e em outros lugares à medida que tinha oportunidade. E escrevia abundantemente, como suas cartas indicam. A mente de Paulo é aberta para o mundo, por isso ninguém estranha sua ambição, seu objetivo, motivo e propósito. Paulo, inegavelmente, marcou o mundo com muitas verdades, entre as quais, principalmente, está o fato de que “Deus estava em Cristo, reconciliando o mundo consigo”. Em outras palavras, Deus providenciou em Cristo uma salvação adequada para livrar o homem de sua desorientação total e eterna e dar – lhe uma glória indescritível. Paulo enfatiza que Deus providenciou um Salvador e uma salvação suficiente para toda a humanidade. E ainda, Paulo enfatiza que Deus deseja fervorosamente que esse Evangelho seja conhecido entre todos os homens, para que o homem possa acreditar e possuir subjetivamente o que Deus operou objetivamente em Cristo. Essas eram verdades dinâmicas que viviam na mente de Paulo. Assim como uma torrente poderosa e contínua, elas o conduziam em seu propósito ambicioso de pregar o Evangelho onde Cristo não tivesse sido anunciado. Não havia fronteiras nacionais ou culturais no pensamento missionário de Paulo, pois ele não encontrava tais fronteiras no propósito de Deus e na suficiência do Calvário. Tais são os pensamentos de Paulo em relação à universalidade do Evangelho de Jesus Cristo e à igualdade de todos os cristãos. Essas grandes verdades conduziram Paulo a uma relação Inter – racial dinâmica e eficaz que o levou a pregar o Evangelho a todas as nações. Seu caminho como missionário do mundo o conduziu em suas várias jornadas missionárias por terra e mar, de cidade a cidade, e de um povo a outro povo. Nem perigos nem sofrimentos conseguiam detêm – lo. De modo triunfante, ele conseguiu escrever após aproximadamente 25 anos de trabalho árduo e próximo ao fim de uma vida produtiva: “ Combati o bom combate, acabei a carreira, guardei a fé. “Desde agora a coroa da justiça me está guardada, a qual o Senhor, justo juiz, me dará naquele dia; e não somente a mim, mas também a todos os que amarem sua vinda” (2 Tm 4.7-8). Com isso Seus trabalhos e sua vida foram concluídos.
Jesus cristo relacionou a sua pessoa, com a mensagem do Antigo Testamento, e alegou não anular com a sua missão, mas substituir por si mesmo ao realiza-la. Olhando para Gn. 1 – 11, uma parte que pertence a toda humanidade, o proto evangelho e a intenção universal. A promessa de um redentor, feita a toda raça humana. Gn. 3.15, o evangelismo, a estrela da manhã, em meio à escura noite da humanidade, a promessa aqui uma universalidade bíblica, uma esperança humana. A universalidade seguida em Noé e os seus próprios filhos, (Gn. 9.1,8, 9), e Deus ao pacto, Sem Jafé e Cão são inclusos, sem altera a universalidade sociologicamente, que permanece intocada. Nesse contexto a linguagem sociologicamente de básica da intenção de Deus é da mensagem do Evangelho iniciado pelo o próprio Deus permanece irrevogável inalterada. O Deus da humanidade é a única esperança de salvação. Logo, nesse sentido missão é o Deus da raça, se doando na salvação. A religião para o povo primitivo era a teia da urdidura e trama da vida, principio de um continuo prevalecer, a diferença era mistura ao panteísmo existente na Ásia, mas, a uma religião distinta revelada essa é a única a do Antigo Testamento, tem suas raízes suas essências seu estimulo não na cultura, psicologia ou fé humana, mas sim é a primeira revelação sobrenatural. Ela é ação divina, testemunha constante de Deus ao mundo (At. 14.17). É o monoteísmo étnico, divinamente inspirado, que preserva o homem desorientado no panteísmo, na idolatria e no espiritismo. O homem não deu origem a religião revelada do Antigo Testamento. Ela revelou-se na revelação sobre natural de Deus, numa determinada pessoa Abraão. Ela não mito nem lenda, mas, a historia, não deve ser interpretada, de maneira a implicar que Deus trouxe do céu uma religião- um dogma uma cultura – feita sob medida nem distinta isolada do contexto cultural do tempo. Isso seria contrario a todas as obras de Deus. Que não nega que Abraão não era um gênio religioso, mas Deus usou meios naturais da vida de Abraão, e nasce uma nova qualidade religiosa, que nasce não do sangue (racionalmente), nem do desejo da carne (sociologicamente), nem do desejo do homem (psicologicamente), mas de Deus. Sua raiz esta na ação revelada de Deus. O idealismo religioso nacional, aqui Deus inicia um movimento, apresentando um protesto implacável, contras as religiões prevalecentes nas culturas pecaminosas, condenando à divinização adivinhação, necromancia, bruxaria, magia feiticeiros feitiçaria e idolatria em geral. Então é introduz o Decálogo para as ideias religiosas, morais e sócias, escolas de profetas, primeiros juízos instituições, com posições firmes de vario indivíduos m defesa dessas ideias morais em nome da religião de Deus. A partir desse contexto o em diante, a revelação expande a mensagem D Deus em todo Israel “assim diz o Senhor” ou “a palavra do Senhor”. Devido a isso Moisés e os profetas cuidadosamente anotaram suas mensagens com a inspiração do Espirito Santo, insistindo que essa era a palavra de Deus ao homem e, e consequentemente, correta, oficial normativa. Como tal o Antigo Testamento foi aceito e respeitado pelo o povo judeu foi reconhecido proclamado por nosso Mestre, Jesus Cristo. Deus é um objeto de experiência pessoal e intima, o que são resultado de inspirações, que pode ser produzido muitas vezes no indivíduo um caráter religioso, esse caráter é centralizado, fundamentado m toda a filosofia religiosa de visões de mundo e de vida. Dirigindo e determinando leis Deus, organiza relações, a instituições ao aprendizado da caridade e sistema de finança, conceito de agricultura, comercio, ciências, arte, literatura musica etc... Acima de tudo com o novo caráter o homem agora no futuro baseia-se na doutrina. O que é de suprema importância é que se saiba a verdade sobre a revelação do próprio Deus e o que diz a respeito a ele. Quem é o quê é Deus? O Deu de Israel era o “Eu Sou” (Jeová) de Moisés o Deus de Abraão e Isaque Jacó, Eloim. Para seu povo essa era a doutrina do shema (palavra hebraica para “escutar” Dt.6.4começa; Escuta Israel o Senhor nosso Deus é Único. Promessa a Abraão em ti será abençoadas todas as famílias da terra (Gn. 12.23) essa promessa e garantia é repetida m Gênesis 18,19; 22,19 (ef. At 3.25; Gl. 3.8). Embora isso de der a Abraão o direito de favoritismo de um deus particularista, para estabelecer uma religião local em pratica desígnio. Ele origina-se no Deus da Gloria e é designado o bem-estar da humanidade, o bem geral da comunidade e do mundo. Abraão não foi chamado pelo o bem de Abraão. O mundo estava à vista e a humanidade era o objetivo, qualquer que fosse a metodologia, a intenção universal no desígnio de Deus lhes é declarados esclarecidos enfaticamente. Agora se ouvirdes com atenção a minha voz observardes a minha aliança, será para mim uma propriedade exclusiva, e será para mim um reino de sacerdotes, uma nação santa. Esse pacto a promessa é restrito a Abraão, e é consolo do profetas por toda historia. Esse direito do pai que segue aos filhos Paulo uniu a interpretação em Gálatas três, mencionando que dois pactos existem paralelamente, do Sinai ao Calvário, onde o pacto do Sinai encerra e o de Abraão – pelo menos em parte – realiza-se. A universalidade implícita explicita da passagem de Êxodo evidente. Deus explicitamente declara que toda terra é sua como criador, ele é o seu dono por direito, Ele é Deus de toda terra inclusive da humanidade. Nas palavras de Melquisedeque a Abraão, Ele é o “Altíssimo” o possuidor do céu e da terra, o El. Elyon. A posição de Israel não é a de possuidora única de Deus. A revelação do Antigo Testamento não era uma religião nacional restrita ela mantinha suas portas abertas, ela tinha suas restrições teologias, morais, mas não racial, nem nacionalmente um sistema restrito. O estrangeiro era bem-vindo e sua aceitação no mesmo nível era assegurada. Um cetro político-religioso (Jerusalém). Seus salmos eram designados para serem usados pela comunidade de Jerusalém e diziam respeito a Israel, não a nações (Sl. 96). O único propósito dos escritores é louvar o Deus de Israel.... Javé. Os céus, a terra os rios o mar devem apreciar o Deus de Israel. Segundo o autor, “o hino d louvor é uma verdadeira pregação missionária por excelência”, especialmente se compreendemos que tal pregação missionária é sustentada nos Salmos por mais de 175 referencias d cunho universalista relacionado às nações do mundo. Muita delas leva salvações as nações. O que segundo o autor foi uma descoberta espontânea, para ele anos atrás. Com isso considera para os cristãos uma fonte enriquecedora leitura dos Salmos para desenvolver o pensamento missionário. Diz mais que os salmos de Davi são um dos maiores livros missionários. A oração de Salomão, feita pelo Espírito Santo, destaca-se ao desejar a vinda do estrangeiro para vim orar no templo. Assim, ele inclui o estrangeiro em suas orações para que ele pudesse encontra a porta aberta diante da presença do Senhor. Em tudo isso vê o próprio missionário. Ao ser impulsionado pelo Espírito Santo, ao inclui o estrangeiro na sua oração e apontar a importância missionário do templo. Assim a missão de Israel é missa centrada em Deus. Assim como Deus é o orientador da missão de Israel, Ele também é o seu centro e essência o propósito de sustentar o monoteísmo, posicionar-se em meio um mar de enoteismo, politeísmo monismo filosófico. Dessa forma, Israel como servo de Jeová e o Messias como Servo ideal têm importância universal e passam a ter pleno significado apenas m âmbito mundial. Portanto a universalidade da salvação permeia todo o Antigo Testamento. Teologia Missionária e o Novo Testamento A Teologia Missionária do Novo Testamento (separada dos Evangelhos) não é difícil de ser estabelecida. Precisamos apenas nos lembrar do fato de que o livro de Atos é o autêntico registro missionário dos apóstolos e da Igreja Primitiva e de que todas as epistolas foram escritas para igrejas estabelecidas através de esforços missionários. Se o cristianismo não fosse uma religião missionária e os apóstolos não tivessem sido missionários, não teríamos o livro de Atos e nenhuma epístola. Com exceção de Mateus, até mesmo os Evangelhos foram escritos para igrejas missionárias. O Novo Testamento é um livro missionário em discurso, conteúdo, espírito e desígnio. Esse é um fato simples, mas também um fato real e profunda importância. O Novo Testamento é mais a Teologia em ação do que Teologia em razão e conceito ele é “teologia missionária”. Para estabelecer a teologia de missões no Novo Testamento aceita – se simplesmente o Novo Testamento pelo o que é. Nenhum leitor pode permanecer imune ao seu impulso desígnio missionário. Talvez haja pouca teologia de missões no Novo Testamento, porque ele é em sua totalidade uma teologia missionária, a teologia de um grupo de missionários e uma teologia em desenvolvimento missionário. Dessa forma ele não apresenta uma teologia de missões; ele é uma teologia missionária. É verdade que os apóstolos não declaram ou voltam a declarar comissão de Cristo nas epístolas. Deve – se ter em mente, porém, que a chamada Grande Comissão, como está registrada em vários Evangelhos, pertence à tradição viva da igreja dos apóstolos. O próprio fato de que todos os autores dos Evangelhos a citam de uma forma ou outra é uma clara evidência de que sua existência e essência são conhecidas como quase universalmente. Isso é estabelecido claramente por Lucas à medida que escreve sobre coisas “que entre nós se cumpriram” (Lc 1.1). Isso, claro, inclui a responsabilidade de evangelizar o mundo, a qual Lucas expõe em muito mais detalhes do que outros autores. Por outro lado, precisamos ter em mente que o Novo Testamento apresenta um momento duplo: o vertical e o horizontal. O ultimo predomina nos Atos dos Apóstolos, o primeiro nas epístolas. Juntos, eles formam uma unidade divina que equilibra o cristianismo e as igrejas. Sempre devemos mantêm–los juntos. Novamente, Paulo louva as igrejas em Roma e em Tessalônica por seus esforços na evangelização de sua comunidade e além de suas fronteiras (Rm 1.8; 1 Tm 1.8). O apóstolo adverte à igreja de Corinto a ser rica no trabalho do Senhor (1 Co 15.58), isto é, eles devem superar – se, ir além de suas fronteiras habituais, espalharem – se e fazerem além do normal. O apóstolo também elogia os filipenses por terem uma parte ativa em seu ministério (Fp 4.10). Deve ser lembrado que a igreja dos filipenses tinha um missionário atuando (Fp 2.25). Muitas outras passagens podem ser citadas. Paulo fala muito de missões e evangelização. Um divulgador e representante supremo do Evangelho, ele esperava que as igrejas primitivas seguissem seu exemplo. Missões não é periférico no Novo Testamento. Os apóstolos conheciam o valor de missões em suas próprias experiências. No livro de Atos, vemos os apóstolos trabalhando, primeiro como missionários entre sua própria gente e mais tarde como embaixadores de Cristo entre as nações do mundo, embora não tenhamos os relatos dos vários membros do apostolado. Marcos escreve retrospectivamente: “E eles [os apóstolos], tendo partido, pregaram por todas as partes, cooperando com eles o Senhor, e confirmando a palavra com os sinais que seguiram” (Mc 16.2). Os locais e as áreas geográficas exatas são impossíveis de serem estabelecidos por nós com precisão. A partir do curso da história do cristianismo, somos levados a concluir que todos eles eram evangelistas e missionários eficazes. De acordo com a tradição, a maioria deles tornou – se mártir nos campos de missão do mundo. A grande linha divisória de missões evangélicas. Aqui, missões do Novo Testamento inicia um curso progressivo em sua realização. Portanto, a importância missionária de Pentecostes está além da capacidade de compreensão humana. Portanto, concluímos que sua teologia missionária nasceu de uma fonte profunda com raízes nas verdades eternas que se tornaram suas experiências terrenas. Não há outra explicação razoável para sua chama e energia missionária. Os grandes ideais missionários que Cristo viveu e ensinou alcançaram sua realização no tempo determinado por Deus e sob o ministério glorioso do Espírito Santo. À medida que traçamos a teologia missionária dos apóstolos, alcançamos a profundidade de sua motivação. Vamos definir várias áreas que se relacionam ao seu ímpeto missionário. Os apóstolos sabiam que Deus tinha agido. Ele tinha agido soberano, decisiva e redentoramente. Embora sem exonerar os judeus de sua culpe por crucificar em Cristo, Pedro declara sem hesitação que Cristo foi concebido pelo plano e previsão determinados por Deus (At 2.23; 4.28). A rejeição e crucificação de Cristo não ocorreram apenas devido ao pecado de Israel, pois de alguma forma Deus tinha agido neles de acordo com seu propósito e plano glorioso de salvação. Assim, o envio de Cristo ao mundo e a sua ressurreição são constantemente atribuídos a Deus; são atos de Deus. Dessa forma, Deus não estava frustrado com a rejeição e crucificação de Cristo porque seu plano e propósito não foram anulados. Pelo contrário, o pecado e a ira do homem serviram para realizar o plano de Deus. Os apóstolos desconhecem a salvação separada de Cristo. Só “quem tem o Filho tem a vida” (1 Jo 5.12). Eles foram tomados pela profunda convicção da salvação única de Cristo crucificado e ressuscitado. Eles o conheciam e o declararam ousadamente como Salvador e Senhor dos judeus assim como das nações. (At 2.36; 4.12; 10.36). Posso sugerir que não foi Pedro quem modificou a fórmula. Foi à ordem do Espírito Santo, e foi feita para enfatizar a salvação única de Jesus Cristo. De forma muito similar, a capacidade de salvação. Nenhuma outra testemunha do Novo Testamento é tão enfática quanto a capacidade única de salvação de Cristo quanto João. Cristo é “a propiciação pelos nossos pecados, e não somente pelos nossos, mas também de todo o mundo”. A apresentação missionária em pormenores é feita por João mó livro de Apocalipse, no qual muito dramaticamente Deus é apresentado como o Deus do cosmos – o Deus de toda a terra e de todas as nações, nenhum domínio excluído. Ele é o Deus do Universo, o Deus das nações, o Deus em quem salvação e refúgio são encontrados, o Deus que é o absoluto, soberano e justo Juiz da humanidade. Da mesma forma, João vê o Cordeiro de Deus no livro de Apocalipse. Ele retrata o Cordeiro não como aquele que carrega o pecado do mundo, mas que triunfou sobre o pecado, o inferno, Satanás e a sepultura. Em sua segunda maior visão, João vê o Cordeiro à direita de Deus, preparando em glória operações mundiais de julgamento e expansão. Nas cenas finais, João vê o Cordeiro triunfando sobre todos os sistemas do mundo, inclusive o religioso. À medida que os novos céus e a nova terra surgem, o cordeiro compartilha a glória e o culto do Pai, enquanto as nações apreciam as graças que fluem do trono abundante do Cordeiro. Tal é a visão missionária de João, e podemos assumir João fala de modo representativo. Os doze estão em harmonia com Ele. Deus está relacionado de forma redentora ao mundo através de Cristo Jesus. O Espírito Santo está operando em nome do Pai e do Filho para fazer o mundo conhecer a boa nova do amor e do ato redentores de Deus em Cristo através da divulgação do Evangelho. Essas realidades, verdades e fatos abençoados na consciência dos doze tornaram – se a fonte das motivações e esforços missionários dos apóstolos assim o alicerce de sua teologia missionária. A teologia missionária dos apóstolos, porém, estava enraizada mais profundamente do que em um mandato. Ela estava segura no fundamento que fez do mandato de evangelização do mundo um imperativo evangélico e espiritual, um fluxo de vida ao invés de uma imposição. Dessa forma, eles tornavam – se missionários não como escravos, mas como servos. Missões tornaram-se suas vidas, seu maior interesse, a grande paixão. À qual suas vidas eram alegremente dedicadas. Apenas três dos doze nos deixaram escritos: Mateus, João e Pedro (se o autor do livro de Judas foi o apóstolo Judas não está definido). Certamente, não há particularismo, nacionalismo e etnocentrismo judeu. De todos os apóstolos, Paulo destaca – se como a figura central na interpretação e difusão do cristianismo. Não podemos imaginar o cristianismo sem ele, mas o apóstolo não é um confundido, um inovador ou um concorrente de Cristo. Cristo permanece como a fonte, fundação, base e essência do cristianismo. Paulo expressa claramente sua posição quanto a essa questão em 1 Coríntios 3.11, quando diz: “porque ninguém pode pôr outro fundamento além do que já está posto, o qual é Jesus Cristo”. Ele escreveu previamente: “E eu, irmãos, quando fui ter convosco, anunciando – vos o testemunho de Deus, não fui com sublimidade de palavras ou de sabedoria [especulações filosóficas e sutilezas]. Porque a nada me propus saber entre vós, senão a Jesus Cristo, e este crucificado” (1 Co 2.1,2). Porém, Paulo é o melhor intérprete, o principal representante teológico, o maior apologista evangélico e o defensor mais persistente do cristianismo. Não precisamos criar uma justificativa elaborada para a universalidade de Paulo na provisão de salvação de Deus a toda a humanidade (universalidade ideal), e no propósito de Deus em ter seu Evangelho proclamado universalmente (universalidade prática). Ambos estão óbvios demais na vida e no ensinamento de Paulo. Ele é a encarnação concreta da universalidade ideal e prática. Como era grande intérprete de Cristo e do cristianismo, Paulo viajava muito, como Lucas relata no livro de Atos. Ele pregava com firmeza nas sinagogas, mercados, ambientes públicos, casas particulares e em outros lugares à medida que tinha oportunidade. E escrevia abundantemente, como suas cartas indicam. A mente de Paulo é aberta para o mundo, por isso ninguém estranha sua ambição, seu objetivo, motivo e propósito. Paulo, inegavelmente, marcou o mundo com muitas verdades, entre as quais, principalmente, está o fato de que “Deus estava em Cristo, reconciliando o mundo consigo”. Em outras palavras, Deus providenciou em Cristo uma salvação adequada para livrar o homem de sua desorientação total e eterna e dar – lhe uma glória indescritível. Paulo enfatiza que Deus providenciou um Salvador e uma salvação suficiente para toda a humanidade. E ainda, Paulo enfatiza que Deus deseja fervorosamente que esse Evangelho seja conhecido entre todos os homens, para que o homem possa acreditar e possuir subjetivamente o que Deus operou objetivamente em Cristo. Essas eram verdades dinâmicas que viviam na mente de Paulo. Assim como uma torrente poderosa e contínua, elas o conduziam em seu propósito ambicioso de pregar o Evangelho onde Cristo não tivesse sido anunciado. Não havia fronteiras nacionais ou culturais no pensamento missionário de Paulo, pois ele não encontrava tais fronteiras no propósito de Deus e na suficiência do Calvário. Tais são os pensamentos de Paulo em relação à universalidade do Evangelho de Jesus Cristo e à igualdade de todos os cristãos. Essas grandes verdades conduziram Paulo a uma relação Inter – racial dinâmica e eficaz que o levou a pregar o Evangelho a todas as nações. Seu caminho como missionário do mundo o conduziu em suas várias jornadas missionárias por terra e mar, de cidade a cidade, e de um povo a outro povo. Nem perigos nem sofrimentos conseguiam detêm – lo. De modo triunfante, ele conseguiu escrever após aproximadamente 25 anos de trabalho árduo e próximo ao fim de uma vida produtiva: “ Combati o bom combate, acabei a carreira, guardei a fé. “Desde agora a coroa da justiça me está guardada, a qual o Senhor, justo juiz, me dará naquele dia; e não somente a mim, mas também a todos os que amarem sua vinda” (2 Tm 4.7-8). Com isso Seus trabalhos e sua vida foram concluídos.