domingo, 8 de dezembro de 2013

OS PRINCIPAIS A COMTECIMNTOS, E MENSAGENS PROFETICAS OCORRIDAS NOS 70 ANOS DO CATIVEIRO BABILONICO SOB PERSPECTIVA DE EZEQUIEL




Resolvemos dá inicio a esse paper que traz como objetivo mostrar principais acontecimentos e mensagem profecias dentro dos anos 70 anos de exílio sob a perspectiva de Ezequiel usar primeiramente um contexto para poder situa-lo no tempo e no espaço. Porem para tanto ainda seguindo a metodologia de pesquisa nos vimos obrigado a trazer alguma critica feita ao livro. Foi inevitável por todas as fontes que escolhemos trazia problemas de cunho existente histórico-redacionais tão graves como aqueles, que apresenta o livro de Jeremias. Vários indícios, como a amplitude da exposição, a retomada de temas, certas irregularidades apesar da linguagem similar ou perceptíveis estágios deformação, indicam que houve uma "escola" (anônima) que não só coletou palavras proféticas preexistentes, interligando-as, mas também as interpretou, desenvolveu e reformulou, ou seja, "reescreveu".

70 Anos, longe da sua terra.
Na sua mensagem endereçada ao Reino do Norte Jeremias promete a salvação para aqueles que experimentaram a desgraça, da mesma forma anuncia também perante Judá/Jerusalém a salvação que virá somente no e após o juízo. Javé olha de forma amorosa não para os que ficaram em Jerusalém (no ano de 597), mas para os que foram deportados para a Babilônia (Jr 24). Entretanto, terão de ficarem duas ou três gerações, cerca de 70 anos, longe da sua terra; Jeremias os conclama para que se adaptem a esta situação e orem pelo bem-estar da potência estrangeira. Os vivos não verão mais sua pátria, mas participam, como que num prenúncio do porvir, "do futuro e da esperança" (29.5-7,10s.; cf. 27.7). Durante o cerco de Jerusalém por parte dos babilônios, Jeremias promete da mesma forma contida, ao adquirir um campo em Anatote, nova vida depois da destruição: "Ainda se comprarão casas, campos e vinhas nesta terra." (32.15; cf. 31.5; 33.12s.; além disso, as promessas pessoais: 39.17s. 45.5; 35.19).  
 Os problemas históricos
Os problemas históricos surgiram quando se começou a pôr em dúvida a opinião tradicional de que Ezequiel se limita apenas a falar a Judá e a Jerusalém e influir diretamente, de forma quase mágica, sobre seu destino; ou que, embora o ponha sua mensagem anunciadora de calamidades às esperanças dos deportados acerca de Jerusalém, vive, contudo, em espírito, inteiramente na sua cidade natal.  Ele aparece sempre em primeiro plano como profeta destinado a Judá e Jerusalém, embora viva entre os deportados na Babilônia. Como é quase impossível imaginar um profeta nestas condições, uma hora ou outra essa teoria haveria de provocar dúvidas. Os ataques dirigidos nos últimos decênios contra ela abalaram seus fundamentos e deram origem a teorias inteiramente divergentes a respeito da época e do lugar em que Ezequiel exerceu sua atividade.
12.1-16 Uma Mensagem encenada a previsão de exílio.
Nesse oráculo e no posterior. Ezequiel de encenar parte da mensagem que tem que transmitir. Embora sua profecia seja sobre a a iminente queda de Jerusalém, ela é dirigida a seus companheiros na Babilônia.  A mensagem tem dois elementos. O povo de Jerusalém sofrera o exílio. O rei (Zedequias) tentará fugir da cidade, mas será capturado (cf. 2 Rs 25.4Jr.39.4).A passagem também alude ao destino de Zedequias: Ezequiel deve cobrir o rosto(12.6,12,13). Zedequias será capturado e terá os seus olhos vazados (2Rs. 25.7).
   Ezequiel teve de recorrer à representação da terrível mensagem tanto neste como no oráculo seguinte. Era uma maneira de transmitir a informação aqueles que de outra maneira não ouviriam.
    1-6 Deus diz a Ezequiel: “O teu povo é rebelde, eles apenas veem e ouvem o que querem” (2). Portanto, representa essas ações diante deles ¬-¬ pode ser que assim eles entendam: Prepara a bagagem do exílio, e de dia sai, à vista deles. Do lugar onde está parte para outro lugar à vista deles (3,4). À tarde abre um buraco na parede à vista deles e sai por ali. Cobre “teu rosto para que não vejas nada, pois fiz de ti um sinal para Israel” (5,6)
     7- 14.  Ezequiel faz exatamente o que lhe foi ordenado. No dia seguinte, ele recebe a segunda parte da mensagem, a qual ele deve transmitir a Israel quando eles perguntarem o que ele está fazendo (7-10). Ele deve lhes explicar que é um sinal para eles (11). Ao povo ele proclamará que essas ações dizem respeito ao príncipe de Jerusalém e a todo o Israel. Eles irão para o exílio, para o cativeiro. O príncipe arrumará suas coisas ao anoitecer sairá por um buraco na parede. Ele será capturado e levado para a Babilônia, onde morrerá que (11-13). Seus seguidores serão dispersos por terras estrangeiras. Alguns irão sobreviver às coisas para contar sobre as coisas abomináveis que ele fez. Então saberão que eu sou o Senhor (14 -16)
     Notas. 5. ”Abre um buraco na parede” a palavra “parede” aqui indica a parede de uma casa não os muros da cidade. Os tijolos de barros poderiam ser cavados. Essa indica a desesperadora da fuga para o exílio 16 “Espada, fome e peste” um trio bastante comum no livro d Ezequiel. A destruição causada pela guerra produzia fome e enfermidade.

12. 17 – 20 Uma mensagem encenada: o tremor de Israel.
Ezequiel deve encenar, com tremores, o trauma iminente ataque a Jerusalém seus territórios vizinhos. Ele recebe ordens para que trema ao comer e beber. Ele terá de proclamar que os habitantes de Jerusalém e Israel comerão com ansiedade e medo devido à violência de todos os que habitam. A cidade e o campo serão devastados. Então eles saberão que Deus é o seu Senhor.

    Notas. 19. “comerão com ansiedade”; cf. 14.16, texto em que a ênfase da mensagem encenada (cf 4,16 – 17) recai mais a escassez de alimento.

12.21- 25 A profecia será cumprida...
Ezequiel não era o único que alegava proclamar as mensagens de Deus (cf. 13,1- 23). O povo poderia, com alguma razão, chegar mais aconteceriam. Muitas delas já se tinham mostrados falso antes. Ezequiel adverte-vos de que desta vez será diferente.
   Há muito “provérbios de consolo” que as pessoas usam quando confrontadas com a verdade desagradáveis. Aqui encontramos um deles: “prolongue-se  o tempo  não se cumpra a profecia” Um segundo ´encontrado no oráculo seguinte “A visão que tem este é muitos dias, e  ele profetiza de que estão longe”  Ezequiel deve dizer a Israel; “os dias estão próximo bem como o cumprimento de toda profecia. Porque  não haverá visão falsa nenhuma, nem adivinhação lisonjeira, no meio de Israel. Porque eu, o Senhor, falarei, e  a  palavra que eu falar se cumprirá e não será retardada; porque, em vossos dias, ó casa rebelde, falarei a palavra e cumprirei.
Nota. 22 “proverbio“ a falha aparente d previsões proféticas tinha-se tornado proverbial.
12.26-28... E cumprida logo
Talvez em decorrência do oráculo antecedente algumas pessoas mudaram sua opinião sobre as profecias de Ezequiel. Elas aceitaram a possibilidade de as advertências de Ezequiel, estarem corretas, mas acreditavam que somente se cumpriram num futuro distante.  Como nos dias de hoje, é muito mais fácil passar o problema para a geração seguinte do que enfrentá-los. “Depois de nós o diluvio”
   26-28 Para Ezequiel a palavra do senhor é: “Israel pensa que sua visão é para muitos dias” (27). Mas, ele precisa proclamar: “Não será retardada nenhuma de minhas palavras”. A palavra que profetizei se cumprirá “Visão”: cf. 7,26; 12,22.
13.1-23 A concordância dos falsos profetas e profetizas
Este oráculo dois tipos de falsos profetas. O primeiro grupo é composto de supostos profetas que realmente pensam que podem predizer o futuro. Eles esperam que suas predições se concretizem.  Suas mensagens são do tipo que as pessoas gostam d ouvir (10). Contudo, apesar da sinceridade e de seus pronunciamentos será exposta. Não basta ser sincero. Você pode star sinceramente enganado.
    O segundo grupo de falsos profetas tem características mais sombrias. Para começar, as profecias de que aqui se fala operavam por lucro (19). Praticar a religião vindo apenas  a recompensa econômica é pratica a condenada pela a Bíblia. Além disso, elas apimentavam o seu número com algumas praticas mágicas, possivelmente manipulado as pessoas com algo semelhante ao vodu (18 20,21). Suas ações levam à injustiça até mesmo à morte (19). Surpreendentemente, a condenação dessas bruxas é menos severa do que a do primeiro tipo e profetas. Elas perderão seu poder sobre as pessoas já não farão suas falsas profecias. Sua profissão talvez tenha sido muito mais resultado de necessidade econômica do que de uma intenção maliciosa.
    1-15 Ezequiel deve proclamar aos falsos profetas: “Ai de vós! Não ajudaste Israel em suas aflições. Vossas visões são falsas e totalmente esperais que elas se cumpram (1-7). Como faleis falsamente e tende visões mentirosas, por isso eu sou contra vó, diz o Senhor Deus, (8).Não estareis no conselho do povo, não estareis inscrito  nos registro da casa  d Israel, nem entrareis na terra de  Israel (9), visto que andais enganando meu povo com sentimento falsos de segurança  paz (10-12). Essa segurança será destruída e com ela virá o fim de todos vós. Então sabereis que eu sou o Senhor” (13-15).
    16-21 Para as falsas profecias Ezequiel deve proclamar: “praticaste magia em troca de ganho. Vossas mentiras fizeram com que atos de injustiças fossem cometidos (18,19). Odeio os vossos instrumentos de magia (invólucros feiticeiros) e os arrancarei de vós  e livrarei meu povo de vossas mãos. Então sabereis que eu sou o Senhor” (20,21).
22,23 “Entristecestes o coração do justo e fortaleceste a mão do perverso. Por  isso já  não tereis  visões falsas  nem  farei  adivinhação. Então sabereis  que eu sou o Senhor ”
    Notas. 4  “Raposas entre as ruínas; em vez de tentar recolher os cacos e ajudar o povo a reconstruir sua vida, esses profetas, como comedores de carniça, estavam  se alimentando do remanescentes da comunidade 9 Seu castigo ´tripo, tende como resultado o ostracismo da sociedade de Israel. Eles  são banido do conselho, isto é perderão sua posição entre a liderança da cidade; não serão inscrito nos registros da comunidade, isto é perderão o direitos que, como homens israelitas, tinham na sociedade; também serão impedidos de retornar a Israel.” 10  “Caiam” ; a aparência externa pode parecer  boa, mas a realidade por trás é fraca  e desprovida d substancia. 18 “Invólucros feiticeiros [...] véus”; a maneira precisa como essas mulheres praticavam sua magia era seduzir controlar suas vitima.  19 “Punhados de cevada e [...] pedaço d pão” essa era sua mísera remuneração.

14.1-11 a condenação da idolatria
O profeta Ezequiel deve ter sido consultado, pelos exilados, ávidos por uma mensagem de Deus.  Parece que sua posição era tal que mesmo os anciãos de Israel iam ter com ele para perguntar sobre Deus isto é, para ouvir um oráculo (cf 20. 1-3).
      Nessa ocasião foi revelada a Ezequiel que os anciãos estavam divididos na questão da lealdade. Alguns adoravam não só ao Senhor, mas também a outros deuses. A mensagem de Ezequiel foi direta: eles deveriam se arrepender abandonar a idolatria. Qualquer um que tentasse adorar aos ídolos e ao mesmo tempo consultar um profeta de Deus seria punido. Caso o profeta atendesse suas petições, ele também seria punido (v. tópico similar em 20.1-44).
    Não há indicações de que os anciãos não criam no Deus de Israel. O problema é que eles também criam em outros deuses. Ninguém pode servir a dois senhores (Mt 6.24). Só pode haver um. Em contraste com o contexto pluralista dos dias de hoje parecer atraente manter em aberto nossas opções e aceitar vários deuses. Essa verdade nos confronta quando nos deixamos envolver profundamente por uma determinada religião e percebemos que ela é incompatível com as demais. Por exemplo, se Cristo é o único e verdadeiro caminho para Deus (Jo 14.6,7), outro “caminhos” não poderão ser contemplado.
    1-11 Deus fala a Ezequiel com respeito aos anciãos “Esses homens são adoradores de ídolos – deveria eu permitir que me consultassem?”. Ezequiel deve proclamar “Arrependei-vos abandonai a idolatria. Algum do povo de Israel – ou estrangeiro que more em Israel praticar a idolatria, e então vier me consultar por meio de um profeta, receberá uma  resposta direta: ele servirá de exemplo para o povo  será removido do meio dele. Então sabereis que eu o Senhor (4-8). Se tal profeta for enganado e falar alguma coisa, eu o Senhor o enganarei. Ele  será eliminado do meio do povo de  Israel. Eles serão tão culpado como aquele que o consultar. Então Israel  não mais se desviará. Eles serão meu povo  e  eu serei o  Deus  deles” (9-11)
    Nota. 7 “Estrangeiros”:  a proibição é aplicada também àquele que não pertencerem ao povo de Israel. 9 “Enganando” Se  o profeta for digno d seu chamado, receberá a revelação (como no caso de Ezequiel) que ele não deve profetizar quando for consultado. Se o profeta não for digno de seu chamado, Deus permitirá que seja seduzido a profetizar, tal profeta sofrerá as consequências.
 Os problemas históricos surgiram quando se começou a pôr em dúvida a opinião tradicional de que Ezequiel se limita apenas a falar a Judá e a Jerusalém e influir diretamente, de forma quase mágica, sobre seu destino; ou que, embora o ponha sua mensagem anunciadora de calamidades às esperanças dos deportados acerca de Jerusalém, vive, contudo, em espírito, inteiramente na sua cidade natal.  Ele aparece sempre em primeiro plano como profeta destinado a Judá e Jerusalém, embora viva entre os deportados na Babilônia. Como é quase impossível imaginar um profeta nestas condições, uma hora ou outra essa teoria haveria de provocar dúvidas. Os ataques dirigidos nos últimos decênios contra ela abalaram seus fundamentos e deram origem a teorias inteiramente divergentes a respeito da época e do lugar em que Ezequiel exerceu sua atividade.

 1.  A visão do templo de Jerusalém (8-11)
Suscitou à pergunta se Ezequiel não atuou também na Palestina. Contudo, segundo 8.3; 11.24, a visão se baseia em um arrebatamento, um "distanciamento geográfico" efetuado pelo Espírito, e o profeta poderia ter tomado conhecimento da situação em Jerusalém - se realmente não obteve as respectivas informações a partir do passado (com contração dos tempos verbais?) – através de mensageiros (cf. Jr 29).
 2. Da mesma forma
Que o celibato teve um significado simbólico para Jeremias (16.2ss.), a morte repentina de sua mulher parece adquirir um significado simbólico para Ezequiel. Representa a reação de Israel diante da destruição de Jerusalém: "Mas não lamentarás, nem chorarás!" No mais, também maneira pessoal de Ezequiel vivenciar a sua pregação de forma psicossomática, chegando a tremer, ficar atordoado, mudo ou paralisado (3.15,22ss.; 4.4ss.; 6.11; 12.17ss.; 21.11s.; 33.21s. e outras), é incorporada na respectiva forma e intenção da proclamação, sobretudo no anúncio do juízo, de modo que não devemos considerar tais fenômenos estranhos como sintomas de alguma doença.   

 3.  Em vários sentidos
 O livro de Ezequiel é diferente dos livros proféticos mais antigos. Contém menos coleções de ditos breves e isolados, mas composições maiores onde se desenvolve amplamente um tema. Apresenta as seguintes características:
    (A) Em comparação com o profetismo mais antigo, as visões são tão numerosas e extensas (1-3; 8-11; 37; 40-48), que já prenunciam a importância que a visão terá no apocalipsismo.' Ezequiel interfere no evento visionário (cf.4.14;21.5)não apenas através de intercessões (9.8; 11.13), mas também com profecias e ação direta (11.4; 37.4ss.).
     b) As extensas falas metafóricas (alegorias) podem retratar o mesmo conteúdo com nuanças e intenções diferenciadas: a imagem de uma ou duas mulheres infiéis (16; 23), da videira (15; 17; 19.10ss.), do fogo (22.17ss.; 24). Diversas imagens (como a da videira e da águia no capo 17) ou também a imagem e sua interpretação podem se fundir.   
     c) As minuciosas retrospectivas históricas abrangem, de forma metafórica (16, de Jerusalém; 23, de ambos os reinos) ou não (20), toda a história desde as suas origens obscuras (16.2; 20.7s.; 23.3), apresentando-a com incomum rigor crítico, como acusação ou ameaça, aos olhos de seus contemporâneos.
    d) Mais ou menos típicas são certas expressões idiomáticas, como a fórmula de reconhecimento: "reconhecereis (reconhecerás ou uma forma verbal semelhante) que eu sou Javé" (6.7,13s. e passim), que costuma encerrar o anúncio de um ato de Javé \IN. ZirnInerli: palavra de demonstração); o convite introdutório para um assim chamado "gesto expressivo": "volta a tua face para" (6.2; 21.2,7; 38.2 e outras); a manifestação do próprio Deus sobre si mesmo, por via de regra destacando no [mal a confirmação ou realização da palavra: "Eu, Javé, o disse e o faço" (5.15,17; 17.24; 37.14 e outras; cf. 12.25ss.); e sobretudo o tratamento do profeta por parte de Deus como "Filho do homem" no sentido de ser humano, indivíduo, criatura (2.1 e passim). 
      e) Ezequiel gosta de retomar tradições proféticas, para lhes conferir novos acentos. Então, por um lado, dá nova vida a concepções conhecidas a partir das tradições dos profetas pré-literários, mas relegadas ao segundo plano pelos profetas literários: a "mão" de Javé vem sobre o profeta (Ez 1.3; 8.1; 37.1; 40.1 e outras; cf. 1 Rs 18.46); o "Espírito" arrebata Ezequiel (3.12ss.; 8.3 e outras; cf. 2 Rs 2.16; 5.26); ou, então, o costume de os anciãos se sentarem diante de Ezequiel na sua casa (8.1; 14.1; 20.1; cf. 2 Rs 6.32). Por outro lado, a sua pregação (compare Ez 7 com Am 8.2) e fala metafórica (compare Ez 16; 23 com Os 2; Jr 3) retomam a temática do profetismo literário anterior, em especial a temática de Jeremias.
     f) O fato de o próprio Ezequiel ser sacerdote, ou pelo menos filho de u sacerdote (1.3), torna compreensível não apenas seu interesse pelo templo e suas instalações (especialmente 8; cf. 4Oss.), mas explica também a afinidade marcante de sua linguagem com o linguajar sacerdotal, especialmente com a Lei da Santidade (Lv 17-26)- o que não se conhece no profetismo  literário anterior.
O êxtase pode incluir, como elemento parcial.
O êxtase pode incluir, como elemento parcial, o transporte ou arrebatamento até Jerusalém ou a uma das planícies do vale mesopotâmico, como tantas vezes se menciona no livro de Ezequiel. Por último, de todos os profetas, Ezequiel foi o que mais executou ações simbólicas. Os relatos a este respeito se encontram em 4-5; 12; 21; 24; 37 e nas passagens correlatas: 3.22-27; 24.25-27; 33.21s.
       Abstraindo dos relatos a respeito de certas experiências visionárias e estáticas e sobre as ações simbólicas, dentre os modos de falar o primeiro lugar é ocupado pelas formas de ameaças: dezesseis ameaças, dezenove ameaças com fundamentação, dez invectivas e ameaças, oito cânticos proféticos de lamentação e cânticos fúnebres, além de uma ameaça que aparece três vezes em ligação com outros gêneros literários. Além de alguns oráculos de invectiva e de exortação, encontra-se também uma grande quantidade de palavras de reflexão sobre a história, de palavras de discussão, didáticas e alegóricas, que atestam a presença do elemento racional e reflexivo no pensamento de Ezequiel. Por fim, não podemos perder de vista as promessas, notáveis pela sua extensão. Nelas pode-se verificar que, além de oráculos mais breves, encontram-se também poesias e tratados frequentemente bastante amplos.

  Concluímos esse  dizendo que  
Na tentativa de construir esse trabalho proposto pelo o professor Daniel Barros, acerca dos principais acontecimento e mensagem profecias dentro dos anos 70 anos de exílio sob a perspectiva de Ezequiel, encontraram-se vários obstáculos. No entanto, ouve da parte equipe um grande esforço para em meios criticas tão ferrenha acerca da compilação do livro, pelo os principais eruditos em decidir qual fonte seria mais apropriada usar.  Ai trazer mesmo assim aquilo que nos foi exigido. Os motivos são que há dificuldade de compreensão, é que segundo os críticos e os principais eruditos, a composição deste livro é feita de forma difícil de fazer afirmativas concretas, porque ha grande devida sobre a posição geográfica de Ezequiel, quando feitas suas mensagens  proféticas se, na Babilônia ou lá mesmo em Jerusalém. Mesmo assim agradecemos apela oportunidade de realizar a pesquisa esperando poder dá continuidade  nessa busca para obter melhores resultado sempre.
















BIBLIOGRAFIA
Comentário bíblico: Vida Nova/ D. A. CARSON... [ET AL,], -- São Paulo: vida Nova, 200.
Outros autores: R. T. France, J. A. Motyer. G. J. Wenham
Titulo original The New Bible Comumenary.
Vários outros tradutores.
Schmidt, Werner H.
Introdução ao Antigo Testamento / Werner H. Schmidt; I tradução Annemarie Hõhn I. – São Leopoldo, RS: Sinodal, 1994.
. ISBN 85-233-0218-9
1. Bíblia. A.T. - Introdução 2. Bíblia. A.T. Leitura
I. Título. 94-1896 CDD-221.
S 467 Sellin, Ernest
Introdução ao Antigo Testamento./E. Sellin; G. Fohrer; trad. O. Mateus Rocha - São Paulo: Ed.
Academia Cristã Ltda, 2007.
Título original: Einleitung in das Alte Testament
16x23 em: 840 páginas
ISBN 978-85-98481-18-0

sábado, 7 de dezembro de 2013

RESUMO EM TOLOGIA MISSIONÁRIA DO ANTIGO TESTAMENTO.

TEOLOGIA MISSIONÁRIA E O ANTIGO TESTAMENTO
 Jesus cristo relacionou a sua pessoa, com a mensagem do Antigo Testamento, e alegou não anular com a sua missão, mas substituir por si mesmo ao realiza-la. Olhando para Gn. 1 – 11, uma parte que pertence a toda humanidade, o proto evangelho e a intenção universal. A promessa de um redentor, feita a toda raça humana. Gn. 3.15, o evangelismo, a estrela da manhã, em meio à escura noite da humanidade, a promessa aqui uma universalidade bíblica, uma esperança humana. A universalidade seguida em Noé e os seus próprios filhos, (Gn. 9.1,8, 9), e Deus ao pacto, Sem Jafé e Cão são inclusos, sem altera a universalidade sociologicamente, que permanece intocada. Nesse contexto a linguagem sociologicamente de básica da intenção de Deus é da mensagem do Evangelho iniciado pelo o próprio Deus permanece irrevogável inalterada. O Deus da humanidade é a única esperança de salvação. Logo, nesse sentido missão é o Deus da raça, se doando na salvação. A religião para o povo primitivo era a teia da urdidura e trama da vida, principio de um continuo prevalecer, a diferença era mistura ao panteísmo existente na Ásia, mas, a uma religião distinta revelada essa é a única a do Antigo Testamento, tem suas raízes suas essências seu estimulo não na cultura, psicologia ou fé humana, mas sim é a primeira revelação sobrenatural. Ela é ação divina, testemunha constante de Deus ao mundo (At. 14.17). É o monoteísmo étnico, divinamente inspirado, que preserva o homem desorientado no panteísmo, na idolatria e no espiritismo. O homem não deu origem a religião revelada do Antigo Testamento. Ela revelou-se na revelação sobre natural de Deus, numa determinada pessoa Abraão. Ela não mito nem lenda, mas, a historia, não deve ser interpretada, de maneira a implicar que Deus trouxe do céu uma religião- um dogma uma cultura – feita sob medida nem distinta isolada do contexto cultural do tempo. Isso seria contrario a todas as obras de Deus. Que não nega que Abraão não era um gênio religioso, mas Deus usou meios naturais da vida de Abraão, e nasce uma nova qualidade religiosa, que nasce não do sangue (racionalmente), nem do desejo da carne (sociologicamente), nem do desejo do homem (psicologicamente), mas de Deus. Sua raiz esta na ação revelada de Deus. O idealismo religioso nacional, aqui Deus inicia um movimento, apresentando um protesto implacável, contras as religiões prevalecentes nas culturas pecaminosas, condenando à divinização adivinhação, necromancia, bruxaria, magia feiticeiros feitiçaria e idolatria em geral. Então é introduz o Decálogo para as ideias religiosas, morais e sócias, escolas de profetas, primeiros juízos instituições, com posições firmes de vario indivíduos m defesa dessas ideias morais em nome da religião de Deus. A partir desse contexto o em diante, a revelação expande a mensagem D Deus em todo Israel “assim diz o Senhor” ou “a palavra do Senhor”. Devido a isso Moisés e os profetas cuidadosamente anotaram suas mensagens com a inspiração do Espirito Santo, insistindo que essa era a palavra de Deus ao homem e, e consequentemente, correta, oficial normativa. Como tal o Antigo Testamento foi aceito e respeitado pelo o povo judeu foi reconhecido proclamado por nosso Mestre, Jesus Cristo. Deus é um objeto de experiência pessoal e intima, o que são resultado de inspirações, que pode ser produzido muitas vezes no indivíduo um caráter religioso, esse caráter é centralizado, fundamentado m toda a filosofia religiosa de visões de mundo e de vida. Dirigindo e determinando leis Deus, organiza relações, a instituições ao aprendizado da caridade e sistema de finança, conceito de agricultura, comercio, ciências, arte, literatura musica etc... Acima de tudo com o novo caráter o homem agora no futuro baseia-se na doutrina. O que é de suprema importância é que se saiba a verdade sobre a revelação do próprio Deus e o que diz a respeito a ele. Quem é o quê é Deus? O Deu de Israel era o “Eu Sou” (Jeová) de Moisés o Deus de Abraão e Isaque Jacó, Eloim. Para seu povo essa era a doutrina do shema (palavra hebraica para “escutar” Dt.6.4começa; Escuta Israel o Senhor nosso Deus é Único. Promessa a Abraão em ti será abençoadas todas as famílias da terra (Gn. 12.23) essa promessa e garantia é repetida m Gênesis 18,19; 22,19 (ef. At 3.25; Gl. 3.8). Embora isso de der a Abraão o direito de favoritismo de um deus particularista, para estabelecer uma religião local em pratica desígnio. Ele origina-se no Deus da Gloria e é designado o bem-estar da humanidade, o bem geral da comunidade e do mundo. Abraão não foi chamado pelo o bem de Abraão. O mundo estava à vista e a humanidade era o objetivo, qualquer que fosse a metodologia, a intenção universal no desígnio de Deus lhes é declarados esclarecidos enfaticamente. Agora se ouvirdes com atenção a minha voz observardes a minha aliança, será para mim uma propriedade exclusiva, e será para mim um reino de sacerdotes, uma nação santa. Esse pacto a promessa é restrito a Abraão, e é consolo do profetas por toda historia. Esse direito do pai que segue aos filhos Paulo uniu a interpretação em Gálatas três, mencionando que dois pactos existem paralelamente, do Sinai ao Calvário, onde o pacto do Sinai encerra e o de Abraão – pelo menos em parte – realiza-se. A universalidade implícita explicita da passagem de Êxodo evidente. Deus explicitamente declara que toda terra é sua como criador, ele é o seu dono por direito, Ele é Deus de toda terra inclusive da humanidade. Nas palavras de Melquisedeque a Abraão, Ele é o “Altíssimo” o possuidor do céu e da terra, o El. Elyon. A posição de Israel não é a de possuidora única de Deus. A revelação do Antigo Testamento não era uma religião nacional restrita ela mantinha suas portas abertas, ela tinha suas restrições teologias, morais, mas não racial, nem nacionalmente um sistema restrito. O estrangeiro era bem-vindo e sua aceitação no mesmo nível era assegurada. Um cetro político-religioso (Jerusalém). Seus salmos eram designados para serem usados pela comunidade de Jerusalém e diziam respeito a Israel, não a nações (Sl. 96). O único propósito dos escritores é louvar o Deus de Israel.... Javé. Os céus, a terra os rios o mar devem apreciar o Deus de Israel. Segundo o autor, “o hino d louvor é uma verdadeira pregação missionária por excelência”, especialmente se compreendemos que tal pregação missionária é sustentada nos Salmos por mais de 175 referencias d cunho universalista relacionado às nações do mundo. Muita delas leva salvações as nações. O que segundo o autor foi uma descoberta espontânea, para ele anos atrás. Com isso considera para os cristãos uma fonte enriquecedora leitura dos Salmos para desenvolver o pensamento missionário. Diz mais que os salmos de Davi são um dos maiores livros missionários. A oração de Salomão, feita pelo Espírito Santo, destaca-se ao desejar a vinda do estrangeiro para vim orar no templo. Assim, ele inclui o estrangeiro em suas orações para que ele pudesse encontra a porta aberta diante da presença do Senhor. Em tudo isso vê o próprio missionário. Ao ser impulsionado pelo Espírito Santo, ao inclui o estrangeiro na sua oração e apontar a importância missionário do templo. Assim a missão de Israel é missa centrada em Deus. Assim como Deus é o orientador da missão de Israel, Ele também é o seu centro e essência o propósito de sustentar o monoteísmo, posicionar-se em meio um mar de enoteismo, politeísmo monismo filosófico. Dessa forma, Israel como servo de Jeová e o Messias como Servo ideal têm importância universal e passam a ter pleno significado apenas m âmbito mundial. Portanto a universalidade da salvação permeia todo o Antigo Testamento. Teologia Missionária e o Novo Testamento A Teologia Missionária do Novo Testamento (separada dos Evangelhos) não é difícil de ser estabelecida. Precisamos apenas nos lembrar do fato de que o livro de Atos é o autêntico registro missionário dos apóstolos e da Igreja Primitiva e de que todas as epistolas foram escritas para igrejas estabelecidas através de esforços missionários. Se o cristianismo não fosse uma religião missionária e os apóstolos não tivessem sido missionários, não teríamos o livro de Atos e nenhuma epístola. Com exceção de Mateus, até mesmo os Evangelhos foram escritos para igrejas missionárias. O Novo Testamento é um livro missionário em discurso, conteúdo, espírito e desígnio. Esse é um fato simples, mas também um fato real e profunda importância. O Novo Testamento é mais a Teologia em ação do que Teologia em razão e conceito ele é “teologia missionária”. Para estabelecer a teologia de missões no Novo Testamento aceita – se simplesmente o Novo Testamento pelo o que é. Nenhum leitor pode permanecer imune ao seu impulso desígnio missionário. Talvez haja pouca teologia de missões no Novo Testamento, porque ele é em sua totalidade uma teologia missionária, a teologia de um grupo de missionários e uma teologia em desenvolvimento missionário. Dessa forma ele não apresenta uma teologia de missões; ele é uma teologia missionária. É verdade que os apóstolos não declaram ou voltam a declarar comissão de Cristo nas epístolas. Deve – se ter em mente, porém, que a chamada Grande Comissão, como está registrada em vários Evangelhos, pertence à tradição viva da igreja dos apóstolos. O próprio fato de que todos os autores dos Evangelhos a citam de uma forma ou outra é uma clara evidência de que sua existência e essência são conhecidas como quase universalmente. Isso é estabelecido claramente por Lucas à medida que escreve sobre coisas “que entre nós se cumpriram” (Lc 1.1). Isso, claro, inclui a responsabilidade de evangelizar o mundo, a qual Lucas expõe em muito mais detalhes do que outros autores. Por outro lado, precisamos ter em mente que o Novo Testamento apresenta um momento duplo: o vertical e o horizontal. O ultimo predomina nos Atos dos Apóstolos, o primeiro nas epístolas. Juntos, eles formam uma unidade divina que equilibra o cristianismo e as igrejas. Sempre devemos mantêm–los juntos. Novamente, Paulo louva as igrejas em Roma e em Tessalônica por seus esforços na evangelização de sua comunidade e além de suas fronteiras (Rm 1.8; 1 Tm 1.8). O apóstolo adverte à igreja de Corinto a ser rica no trabalho do Senhor (1 Co 15.58), isto é, eles devem superar – se, ir além de suas fronteiras habituais, espalharem – se e fazerem além do normal. O apóstolo também elogia os filipenses por terem uma parte ativa em seu ministério (Fp 4.10). Deve ser lembrado que a igreja dos filipenses tinha um missionário atuando (Fp 2.25). Muitas outras passagens podem ser citadas. Paulo fala muito de missões e evangelização. Um divulgador e representante supremo do Evangelho, ele esperava que as igrejas primitivas seguissem seu exemplo. Missões não é periférico no Novo Testamento. Os apóstolos conheciam o valor de missões em suas próprias experiências. No livro de Atos, vemos os apóstolos trabalhando, primeiro como missionários entre sua própria gente e mais tarde como embaixadores de Cristo entre as nações do mundo, embora não tenhamos os relatos dos vários membros do apostolado. Marcos escreve retrospectivamente: “E eles [os apóstolos], tendo partido, pregaram por todas as partes, cooperando com eles o Senhor, e confirmando a palavra com os sinais que seguiram” (Mc 16.2). Os locais e as áreas geográficas exatas são impossíveis de serem estabelecidos por nós com precisão. A partir do curso da história do cristianismo, somos levados a concluir que todos eles eram evangelistas e missionários eficazes. De acordo com a tradição, a maioria deles tornou – se mártir nos campos de missão do mundo. A grande linha divisória de missões evangélicas. Aqui, missões do Novo Testamento inicia um curso progressivo em sua realização. Portanto, a importância missionária de Pentecostes está além da capacidade de compreensão humana. Portanto, concluímos que sua teologia missionária nasceu de uma fonte profunda com raízes nas verdades eternas que se tornaram suas experiências terrenas. Não há outra explicação razoável para sua chama e energia missionária. Os grandes ideais missionários que Cristo viveu e ensinou alcançaram sua realização no tempo determinado por Deus e sob o ministério glorioso do Espírito Santo. À medida que traçamos a teologia missionária dos apóstolos, alcançamos a profundidade de sua motivação. Vamos definir várias áreas que se relacionam ao seu ímpeto missionário. Os apóstolos sabiam que Deus tinha agido. Ele tinha agido soberano, decisiva e redentoramente. Embora sem exonerar os judeus de sua culpe por crucificar em Cristo, Pedro declara sem hesitação que Cristo foi concebido pelo plano e previsão determinados por Deus (At 2.23; 4.28). A rejeição e crucificação de Cristo não ocorreram apenas devido ao pecado de Israel, pois de alguma forma Deus tinha agido neles de acordo com seu propósito e plano glorioso de salvação. Assim, o envio de Cristo ao mundo e a sua ressurreição são constantemente atribuídos a Deus; são atos de Deus. Dessa forma, Deus não estava frustrado com a rejeição e crucificação de Cristo porque seu plano e propósito não foram anulados. Pelo contrário, o pecado e a ira do homem serviram para realizar o plano de Deus. Os apóstolos desconhecem a salvação separada de Cristo. Só “quem tem o Filho tem a vida” (1 Jo 5.12). Eles foram tomados pela profunda convicção da salvação única de Cristo crucificado e ressuscitado. Eles o conheciam e o declararam ousadamente como Salvador e Senhor dos judeus assim como das nações. (At 2.36; 4.12; 10.36). Posso sugerir que não foi Pedro quem modificou a fórmula. Foi à ordem do Espírito Santo, e foi feita para enfatizar a salvação única de Jesus Cristo. De forma muito similar, a capacidade de salvação. Nenhuma outra testemunha do Novo Testamento é tão enfática quanto a capacidade única de salvação de Cristo quanto João. Cristo é “a propiciação pelos nossos pecados, e não somente pelos nossos, mas também de todo o mundo”. A apresentação missionária em pormenores é feita por João mó livro de Apocalipse, no qual muito dramaticamente Deus é apresentado como o Deus do cosmos – o Deus de toda a terra e de todas as nações, nenhum domínio excluído. Ele é o Deus do Universo, o Deus das nações, o Deus em quem salvação e refúgio são encontrados, o Deus que é o absoluto, soberano e justo Juiz da humanidade. Da mesma forma, João vê o Cordeiro de Deus no livro de Apocalipse. Ele retrata o Cordeiro não como aquele que carrega o pecado do mundo, mas que triunfou sobre o pecado, o inferno, Satanás e a sepultura. Em sua segunda maior visão, João vê o Cordeiro à direita de Deus, preparando em glória operações mundiais de julgamento e expansão. Nas cenas finais, João vê o Cordeiro triunfando sobre todos os sistemas do mundo, inclusive o religioso. À medida que os novos céus e a nova terra surgem, o cordeiro compartilha a glória e o culto do Pai, enquanto as nações apreciam as graças que fluem do trono abundante do Cordeiro. Tal é a visão missionária de João, e podemos assumir João fala de modo representativo. Os doze estão em harmonia com Ele. Deus está relacionado de forma redentora ao mundo através de Cristo Jesus. O Espírito Santo está operando em nome do Pai e do Filho para fazer o mundo conhecer a boa nova do amor e do ato redentores de Deus em Cristo através da divulgação do Evangelho. Essas realidades, verdades e fatos abençoados na consciência dos doze tornaram – se a fonte das motivações e esforços missionários dos apóstolos assim o alicerce de sua teologia missionária. A teologia missionária dos apóstolos, porém, estava enraizada mais profundamente do que em um mandato. Ela estava segura no fundamento que fez do mandato de evangelização do mundo um imperativo evangélico e espiritual, um fluxo de vida ao invés de uma imposição. Dessa forma, eles tornavam – se missionários não como escravos, mas como servos. Missões tornaram-se suas vidas, seu maior interesse, a grande paixão. À qual suas vidas eram alegremente dedicadas. Apenas três dos doze nos deixaram escritos: Mateus, João e Pedro (se o autor do livro de Judas foi o apóstolo Judas não está definido). Certamente, não há particularismo, nacionalismo e etnocentrismo judeu. De todos os apóstolos, Paulo destaca – se como a figura central na interpretação e difusão do cristianismo. Não podemos imaginar o cristianismo sem ele, mas o apóstolo não é um confundido, um inovador ou um concorrente de Cristo. Cristo permanece como a fonte, fundação, base e essência do cristianismo. Paulo expressa claramente sua posição quanto a essa questão em 1 Coríntios 3.11, quando diz: “porque ninguém pode pôr outro fundamento além do que já está posto, o qual é Jesus Cristo”. Ele escreveu previamente: “E eu, irmãos, quando fui ter convosco, anunciando – vos o testemunho de Deus, não fui com sublimidade de palavras ou de sabedoria [especulações filosóficas e sutilezas]. Porque a nada me propus saber entre vós, senão a Jesus Cristo, e este crucificado” (1 Co 2.1,2). Porém, Paulo é o melhor intérprete, o principal representante teológico, o maior apologista evangélico e o defensor mais persistente do cristianismo. Não precisamos criar uma justificativa elaborada para a universalidade de Paulo na provisão de salvação de Deus a toda a humanidade (universalidade ideal), e no propósito de Deus em ter seu Evangelho proclamado universalmente (universalidade prática). Ambos estão óbvios demais na vida e no ensinamento de Paulo. Ele é a encarnação concreta da universalidade ideal e prática. Como era grande intérprete de Cristo e do cristianismo, Paulo viajava muito, como Lucas relata no livro de Atos. Ele pregava com firmeza nas sinagogas, mercados, ambientes públicos, casas particulares e em outros lugares à medida que tinha oportunidade. E escrevia abundantemente, como suas cartas indicam. A mente de Paulo é aberta para o mundo, por isso ninguém estranha sua ambição, seu objetivo, motivo e propósito. Paulo, inegavelmente, marcou o mundo com muitas verdades, entre as quais, principalmente, está o fato de que “Deus estava em Cristo, reconciliando o mundo consigo”. Em outras palavras, Deus providenciou em Cristo uma salvação adequada para livrar o homem de sua desorientação total e eterna e dar – lhe uma glória indescritível. Paulo enfatiza que Deus providenciou um Salvador e uma salvação suficiente para toda a humanidade. E ainda, Paulo enfatiza que Deus deseja fervorosamente que esse Evangelho seja conhecido entre todos os homens, para que o homem possa acreditar e possuir subjetivamente o que Deus operou objetivamente em Cristo. Essas eram verdades dinâmicas que viviam na mente de Paulo. Assim como uma torrente poderosa e contínua, elas o conduziam em seu propósito ambicioso de pregar o Evangelho onde Cristo não tivesse sido anunciado. Não havia fronteiras nacionais ou culturais no pensamento missionário de Paulo, pois ele não encontrava tais fronteiras no propósito de Deus e na suficiência do Calvário. Tais são os pensamentos de Paulo em relação à universalidade do Evangelho de Jesus Cristo e à igualdade de todos os cristãos. Essas grandes verdades conduziram Paulo a uma relação Inter – racial dinâmica e eficaz que o levou a pregar o Evangelho a todas as nações. Seu caminho como missionário do mundo o conduziu em suas várias jornadas missionárias por terra e mar, de cidade a cidade, e de um povo a outro povo. Nem perigos nem sofrimentos conseguiam detêm – lo. De modo triunfante, ele conseguiu escrever após aproximadamente 25 anos de trabalho árduo e próximo ao fim de uma vida produtiva: “ Combati o bom combate, acabei a carreira, guardei a fé. “Desde agora a coroa da justiça me está guardada, a qual o Senhor, justo juiz, me dará naquele dia; e não somente a mim, mas também a todos os que amarem sua vinda” (2 Tm 4.7-8). Com isso Seus trabalhos e sua vida foram concluídos.

quarta-feira, 4 de dezembro de 2013

RESUMO MISSÃO INTEGRAL UMA PERSPECTIVA TEOLÓGICA DA PRÁTICA DO EVANGELISMO NA VIDA DAS IGREJAS

Em síntese visão panorâmica dos acontecimentos que marcaram o a formação teológica dentro das igrejas no pensamento e na pratica e pratica evangelizadora da missão integral. Em destaque o pacto de Lousanne e o congresso Latino-americano de evangelização (CLADE`s) Assim com a missão integral da igreja e a seu sucinto pensar teológico.
Assim marcou o século XX pelo o debate entre a evangelização e civilização, denominado responsabilidade social, onde deferentes autores procuram expressa a missão da igreja uma presença cristã desenvolvida em forma de dialogo inter-religioso, justiça e paz, diacronia e outro conceitos a sociedade.
Conferencia Missionária Mundial, realizada Edimburgom em 1910, estimulou a reflexão abrangendo a sistematização sobre o trabalho missionário protestante na América Latina, e assim provocando em março de 1913, em Nova York, uma conferencia sobre missões na América Latina, que criou a Comissão de Cooperação na América Latina (CCLA). Essa patrocinou o Congresso da Ação Cristã na América Latina, reunido no Paraná em fevereiro de 1916, o maior encontro de força protestante até então. Esse mostrou a necessidade de maior cooperação na área de educação religião, missões literatura e formação teológica. Mais a especificamente evangelização a classe culta.   
O encontro do Paraná resultou em mais dois congressos missionários ecumênicos regionais, o Congresso de Ação Cristã na América do Sul, reuniu-se em Montevidéu, Uruguai, em1925. Em 1929, reuniu-se em Havana o Congresso Evangelístico Hispano-americano.
Nesse contexto também se destacou em 1969, o CLADE que se articulou na e criou a fraternidade Teológica Latino-americana Nesse sentido foi à fraternidade teológica convocou o CLADEs protestante. No decorrer deste despertar para as missões no mundo, o Congresso Mundial de Evangelização que também e destacou em 1966 em Berlim foi a primeira grande reunião mundial de evangélico no século XX.
Mais foi em 1969 no primeiro Congresso Latino-americano de Evangelização CLADE em Bogotá Colômbia, um definido ponto de partida para o movimento evangelical, na América Latina, trazendo uma nova agenda pastoral para os evangélicos desse continente, que demonstrou o descontentamento e a oposição ao movimento ecumênico, da polarização existente entre os fundamentalistas e evangélicais, e de influencia para a geração de uma fraternidade de teólogo latino-americana.  O CLADE reuniu cerca de 900 participantes com o tema ”Ação em Cristo para um continente em Crise”, que aprovaram a “Declaração Evangélica de Bogotá”
Já em Lima Peru, a realização fraternal e teológica Latino-americana o (CLADEII) deu voz ao (FTL) com o lema “Que a América ouça a sua voz  (Deus). Congresso que tratou de relacionar o pacto com a realidade concreta  de pobreza, opressão e a corrupção moral e abuso de poder nesta região do mundo. Assim sendo os evangélicos latino-americanos  escolheram o pacto de Lousanne  como um modelo de missão integral e bíblica.
Ainda que CLADE II não tenha elaborado nenhum documento, como pacto, compromisso ou declaração. O (CLADE III em 1992), com lema “Todo o evangelho para todos os povos” esse sim, demonstrou a grande diversidade do mundo evangélical latino-americano nos ano de 1080 participantes que estiveram no Congresso em Quito, Equador, tendo respectivamente a presença de 26 países da América Latina, além da África, Europa e Estados Unidos, com um resultado bem eclético sendo: 30% de mulheres, 35% de pastores de leigos 5%  representantes de hierarquia eclesiástica 5% de  observadores  jornalistas, além de uma  legação de indígenas cristãos de alguns países do continente.
O espirito do comprometimento de Lousanne no ano de 2000, a FTL convocou o CLADE IV, em Quito Equador com o tema “O testemunho evangélico para o Terceiro Milênio: Palavra, Espírito e missão, tendo a participação de 130 pessoas, que refletiram sobre o tema pluralismo religiosos”. Nesse a importância de outros temas foram difundidas como: juventude e sociedade, ministério com criança, missão transcultural, trabalho bíblico, literatura, ministério com família, missão integral, educação teológica, com isso o crescimento da igreja  da  espiritualidade e com a unidade da igreja,  política e diretos humanos, comunicações  no mundo dos negócios, o evangelho e os povos indígenas, teologia e liturgia, pastoral e missão, e fé e economia.       
   

terça-feira, 17 de setembro de 2013

ESBOÇO DE DOZE LIVRO HISTÓRICO DA BÍBLIA HEBREIA

 Há quem considere o livro de Josué como um complemento do Pentateuco, promessa da doação da Terra Prometida no Gênesis. DIVISÃO E CONTEÚDO Conquista de Canaã (1,1-12,24): Distribuição do território pelas tribos (13,1-21,45). Após a atribuição dos territórios às tribos da Transjordânia e da Cisjordânia, conclui-se com uma lista das cidades sacerdotais e de refúgio. Apêndice e conclusão (22,1-24,33). O discurso de despedida de Josué e a assembleia magna de Siquém, no final do livro. GÊNERO LITERÁRIO E VALOR HISTÓRICO. O rigor histórico das narrações seria e precisa, é admirável, a Comparar Josué com Jz 1,... DESTINO E PROPÓSITO Duas características distinguiam o antigo povo, a preocupação com a história, e com material religioso escrito, que agi como guia nas crenças e na conduta. As palavras de Moisés (o Pentateuco) AUTORIA E DATA. Se aceitarmos Josué como o autor do livro que tem seu nome, conforme assevera uma antiga tradição cristã, então a data que atribuímos ao livro pode variar entre c. de 1400 e c. de 1200 a. C. Entretanto, quase todos os eruditos modernos acreditam que o livro, na verdade, é uma obra anônima. TEOLOGIA Josué pretende mostrar que Javé é fiel à sua palavra: se promete, cumpre e assim o fez; (Gn. 12,1-3; 13,14-17; 15,7-21; 17,1-8). Como prometeu2. II. JUÍZES O titulo “juízes” é conferido às quinze pessoas que presidiram aos israelitas durante um período de trezentos e cinquenta anos (ou pouco menos), entre o falecimento de Josué e a subida de Saul ao trono, como primeiro rei de Israel. AUTORIA E DATA Os eruditos liberais pensam que é inútil tentar descobrir um único autor do livro de Juízes, visto que creem que a principal fonte informativa do livro seja D (escola Deuteronômica), CONTEXTO HISTÓRICO Depois da sua chegada a Canaã e do seu estabelecimento no território, como está descrito em Josué, sobre as doze tribos. QUEM SÃO OS JUÍZES Os Juízes. Não são chefes constituídos oficialmente, mas homens e mulheres carismática, atentos ao Espírito do Senhor, pessoas marcadas por umas fortes personalidades, capazes de se imporem moralmente perante as outras tribos. DIVISÃO E CONTEÚDO As histórias e os feitos dos Juízes passaram pelas tradições orais locais, sobretudo nos santuários, antes de fazerem parte da memória coletiva de Israel, depois da organização política, social e religiosa, todo este material de caráter histórico, mítico, poético e etiológico no espólio coletivo de Israel. Juízes Maiores ou “salvadores”: Oteniel (3.7-11), Eúde (3.12-30), Dé¬bora e Barac (4.1-5,32), Gedeão (6.11-8,35), Jefté (11.1-40) e Sansão (13.1-16,31); Juízes Menores, que constituem um bloco literário acrescentado mais tarde: Sa¬ngar (3.31), Tola (10.1-2), Jair (10,3-5), Ibsã (12.8-10), Elom (12.11-12) e Abdom (12.13-15). Deste modo se formou o “Livro dos doze Juízes de Israel” (3.7-16,31). III. Apêndices: 17-18, sobre a tribo de Dan, e 19-21, sobre a de Benjamim, posteriormente foram acrescentadas duas introduções: 1,1-2,5, que apresenta a situação geral das tribos depois da morte de Josué. VALOR HISTÓRICO Este livro fornece-nos um quadro geral único do modo de vida das tribos de Israel, depois da instalação em Canaã, no que toca à vida política, social e religiosa. TEOLOGIA Não nos devem escandalizar os “pecados” destes Juízes, homens rudes que precisamos situar no seu tempo e que procedem segundo a moral de então. Caso paradigmático é a história de Sansão. Teremos que tentar, antes, descobrir o que há neles de positivo: a ação de Deus, que os anima com o seu espírito para conduzir o povo de Deus (3,10; 6,34; 11,29; 13,25). Neste sentido, eles foram uma antecipação dos reis de Israel. III. RUTE Na Bíblia Hebraica, a história de Rute vem colocada entre os Escritos (Ketubim). A tradição grega e latina apresenta outra ordem: recuam-na para junto do livro dos Juízes. AUTORIA E DATA O livro é anônimo, isto é, seu autor não se identifica. Há uma tradição judaica que diz' que o autor do livro de Rute foi o profeta Samuel. DIVISÃO A narração desenvolve-se numa harmonia notável de quatro cenas (1,7-22; 2,1-23; 3,1-18; 4,1-12), precedidas de uma introdução (1,1-6) e seguidas de uma conclusão (4,13-17). Mais do que no amor, o livro de Rute centra o seu enredo no motivo legal do levirato e do resgate. Elimélec “o meu Deus é rei”; Noemi = “minha doçura”; Mara “amargurada”; Maalon “enfermidade”; Quilion “fragilidade”; Orpa “a que volta as costas”; Rute “a amiga”. Estes nomes representam, no cenário de uma sociedade agrícola, o drama do infortúnio e do luto, mas também a força triunfante da solidariedade e da vida. TEOLOGIA Rute é uma história bíblica em que Deus se faz presente, não através de acontecimentos extraordinários, mas no cumprimento das normas sociais mais comuns. PROPÓSITO DO LIVRO O livro de Rute um período histórico que formaria um hiato misterioso e obscuro sem ele. Literária sagrada de Israel é o de servir de elo entre o período conturbado dos juízes, quando não havia rei em Israel. E a monarquia, sobretudo o governo perenemente destacado de Davi, o maior de todos os monarcas de Israel. ESTILO LITERÁRIO E LINGUAGEM: Hebraico, língua, costumes familiares. NT Somente em Mateus 1.5, o autor faz referência a Rute. 3. • 1 e 2 LIVROS DE SAMUEL Na Bíblia Hebraica, os livros de Samuel fazem parte dos chamados profetas anteriores (juntamente com Josué, Juízes e Reis). VALOR HISTÓRICO Apesar de os livros de Samuel não serem uma narração histórica «neutral», nem por isso estão despidos de valor histórico. Esta deve ser até, a parte de toda a História deuteronomista menos “manipulada” teologicamente. CONTEÚDO E DIVISÃO O que melhor se nota, ao determinar a estrutura dos livros de Samuel, é que os cap. 1-12 apresentam claras afinidades com o livro dos Juízes e que os cap. 1-2 de 1 Rs parecem o prolongamento lógico de 2 Sm 9-20. A actual divisão interna corta o relato da morte de Saul (1 Sm 31; 2 Sm 1) e, sobretudo, a unidade mais ampla da «subida de David ao trono» (1 Sm 16; 2 Sm 5). Apesar disso, a obra apresenta-se como uma uni¬dade literária, histórica e teológica, ligada por três protagonistas: Samuel, Saul e David. FONTES A crítica literária detectou a existência de fontes documentais e tradicionais diversas, as quais, unidas a elementos redacionais de origem deuteronomista, seriam os materiais dos livros de Samuel. Relativamente à sua antiguidade, há concordância quanto a reconhecer-lhes uma aproxima-ção ao fato, embora no estado atual já sejam resultado de diversos reto¬ques sofridos na época salomônica e, inclusive, exílica. Entre as unidades mais importantes e antigas estariam os relatos da sucessão de David (2 Sm 9-20) MENSAGEM TEOLÓGICA Os livros de Samuel fazem parte de um grande projeto teológico, conhecido como História Deuteronomista. Designa-se assim o trabalho de reflexão histórico-teológico realizado cerca do ano 550 a.C. por um grupo de teólogos, guiados ideologicamente pelos princípios da teologia do Deuteronômio, a partir de fontes plurais e heterogêneas preexistentes, orais e escritas DATA PROVINIENTE E DESTINO: Foi escrito algum tempo depois da morte de Salomão aproximadamente em 930 a. C. Foi destinado a duas nações, Israel no norte e Judá ao Sul. ESTILO LITERÁRIO E LINGUAGEM O escrito foi separado em dois livros quando o texto em hebraico foi traduzido para os Judeus na língua grega, aproximadamente em 300 a. C. MOTIVOS E PROPÓSITOS: Para preservar a história da Nação Israelita, quando deixaram de ser uma associação de doze tribos independentes e passaram a ser uma nação unificada. A CARTA EM RELAÇÃO A NOVO TESTAMENTO: Samuel encerra duas prefigurações proféticas do ministério de Jesus como Profeta, Sacerdote e Rei, Samuel nos seus dias, o principal representante profético e sacerdotal de Deus em Israel prefigurava o ministério de Jesus, como supremo expoente profético e sacerdote de Deus, Davi Nascido em Belém, um Pastor e Rei ungido por Deus que levou a Cabo os propósitos de Deus para sua própria geração (Atos 13.36). 1º E 2° LIVROS DOS REIS Segundo o texto original e a antiga tradição hebraica, estes dois livros constituiriam uma só obra, que descreve a história da monarquia hebraica desde a subida de Salomão ao trono até à conquista e destruição de Jerusalém por Nabucodonosor, em 586 a. HISTORICIDADE A atual relação dos livros dos Reis não pretende apresentar uma simples e despretensiosa historiografia da monarquia hebraica. Apesar disso, os dados históricos referidos e os seus contextos concordam bem, no geral, com a imagem quer dos dados da Arqueologia, quer dar numerosas fontes extras bíblicas que hoje se podem aproveitar e comparar. HISTÓRIA LITERÁRIA Os livros dos Reis são parte nuclear de uma das unidades literárias mais influentes na Bíblia, além do Pentateuco: a História Deuteronomista, empreendimento de grande vulto e enorme repercussão em Israel. CONTEÚDO E DIVISÃO. Versando sobre a história dinástica de Israel, o conteúdo dos livros dos Reis divide-se em três fases principais: Em 1 Rs 1-11 descreve-se o reinado de Salomão: com alguma pompa e pormenor, narram-se as vicissitudes e os jogos de corte, por ocasião da sua designação para a sucessão, na dinastia de David, a grandeza do seu reinado, a sua sabedoria e riquezas. TEOLOGIA Com esta relação Deuteronomista dos livros dos Reis parece ter-se pretendido fazer uma espécie de exame de consciência sobre o comportamento dos reis de Israel e de Judá, pois nele se espelhava o destino de todo o povo. OS LIVROS DE 1° E 2° REIS E O NT Salomão e do seu reinado (Mt 12.42). Referente ao segundo livra de Reis o NT deixa também claro que Deus, na sua fidelidade, cumpre sua promessa segundo o concerto, feito a Davi atreve de Jesus Cristo, “o filho de Davi” (Mt 1.1; 9.27-31; 21.9). 1° E 2° LIVROS DAS CRÔNICAS Normalmente as traduções da Bíblia apresentam apenas uma introdução para os dois livros das Crônicas, porque na Bíblia hebraica eles constituíam um todo, num único livro chamado “Dibrê hayya¬mîm” (Anais). AUTORIA E DATA A tradição judaica atribui os livros de Crônicas a Esdras, ao escriba que é personagem nos livro Esdras e Neemias (Ed: 7:6). A tradição talmúdica (Baba Bathra 15a) confirma essa opinião. A escrita desses livros entre 400 e 350 a. C. Porém, alguns estudiosos pensam em uma data tão tardia quanto 250 a. C CONTEXTO HISTÓRICO. Nesta História têm lugar de relevo a tribo de Judá (que é a tribo de David), a tribo de Levi (por causa de Aarão, o protagonista do sacerdócio e do culto divino) e a tribo de Benjamim (à qual pertence à família de Saul, e em cujo território está implantado o templo). Isto explica o silêncio acerca do reino do Norte, ou Israel, e a omissão de muitas coisas – sobretudo as negativas referentes a David – que se encontram noutros livros históricos, especialmente nos de Samuel. LIVROS DE ESDRAS E NEEMIAS Confirmação antiga: Não encontrei citação algum acerca desses livros, pelos pais da igreja, por exemplo, já que era considerado apócrifo. AUTORIA: A. Baba Bathra 15a diz que Esdras-Neemias é um livro escrito por Esdras. B. Gemara diz que Neemias ajudou escrever o livro (Esdras/Neemias). DATA, PROVENIÊNCIA E LINGUAGEM: A. Os estudiosos dos séculos 19 e começo dos 20 acreditam que os livros de Esdras-Neemias e Crônicas terem sido escritos no período do quarto século a.C;. MOTIVOS E PROPÓSITOS: O propósito do livro, que não forma uma história continua, é a restauração da comunidade judaica durante os cem primeiros anos que se seguem ao retorno da Babilônia. ESTER O livro de Ester é uma apaixonada descri¬ção das experiências dra¬máticas por que passou a comunidade hebraica de Susa, quando esta cidade era capital do império persa. O texto sugere que esses aconte¬cimentos afetaria a vida de todos os judeus residentes dentro das fronteiras daquele imenso império, que se estendia desde a Índia até à Etiópia. TEXTO São Jerônimo, ao preparar a edição da Bíblia em latim, chamada Vul¬gata, para que estas interrupções não cortassem a sequência do texto he¬braico, decidiu colocar em primeiro lugar a tradução contínua do hebraico e acrescenta-lhe os suplementos em grego, numerados nos capítulos 11 a 16. E assim se apresentava o livro de Ester, nas traduções que dependiam diretamente da Vulgata. No entanto, esta solução tornava mais difícil a leitura dos suplementos, que não representavam uma sequência completa. HISTORICIDADE Literariamente, esta narrativa apresenta-se como des¬cri¬ção histórica. Aliás, em 9,32 e 10,. A descrição dos ambientes e dos costumes tem alguma exatidão. No entanto, numerosos indícios levam-nos a pensar que os muitos ele¬mentos de figuras e experiências históricas podem ter sido elaborados nesta obra, que é construída segundo o modelo literário de um romance histórico. Os nomes de Mardoqueu e de Ester dão aos seus heróis certos verossimilhança histórica DATA E AUTOR, ACEITAÇÃO E DIVISÃO. O autor do Livro de Ester é desconhecido. Pelas pistas deixadas no livro, podemos deduzir que se trata de um judeu persa, possivelmente residente na cidade de Susã. Também se lê neste livro o seu nacionalismo intenso e preocupação com a festa do Purim, acredita-se que seja Mordecai. Testemunha ocular e um dos principais personagens do relato foi, mui provavelmente, o escritor do livro; o relato íntimo e pormenorizado indica que o escritor deve ter vivenciado esses eventos no palácio de Susã. Embora não seja mencionado em nenhum outro livro da Bíblia, não há dúvida de que Mordecai foi personagem real da história. O LIVRO DE ESTER E O NT O Novo Testamento não deu muita importância a este livro, pois não se refere a ele. O judaísmo, pelo contrário, sempre o valorizou bastante. A festa de Purim, aqui iniciada, também não consta no calendário de Qumrân, nem o livro é referido na biblioteca da seita. Mas, para o judaísmo, Ester foi sempre um dos mais importantes dos cinco “rolos” ou “livros” cuja lei¬tura ocorria regularmente em certas festas. TEOLOGIA É, sobretudo, na teologia que se nota a diferença mais sensível entre o texto hebraico e os textos em grego. No texto hebraico não existe sequer referência ao nome de Deus. Seja qual for à razão que levou a uma nar¬rativa de aspecto aparentemente laico, pressupõe-se que, por detrás das vicissitudes da experiência histórica, existe outra instância da qual poderá vir à resposta para os problemas, se os humanos não forem capazes de resolvê-los (ver 1,14). É uma evidente referência a Deus, implícita, mas forte. BIBLIOGRAFIA Bíblia de JERUSALÉM Bibliografia : ED. Paulus 2010 Manual BÍBLICO CPAD 2012 Conheça MELHOR o ANTIGO TESTAMENTO, autor STANLEY A. Ellisen Entendendo a BÍBLIA, autor DEGMAR RIBAS Bíblia de ESTUDO PENTENCOSTAL Bíblia de JERUSALÉM: ED. Paulus 2010. Manual BÍBLICO CPAD 2012 Www.fatheralexander.org/booklets/portuguese/old_testament_p.htm Http://freebiblecommentary.org/pdf/OTSURVEY_portuguese.pdf Archer, JR., GLEASON l. Merece CONFIANÇA o ANTIGO TESTAMENTO. São PAULO, SP. Ed: VIDA NOVA, 1974 Hill, ANDEW E., WALTON, JOHN H. Panorama do ANTIGO TESTAMENTO. São PAULO, SP. Ed: VIDA, 2006. Schmidt, WERNER H. Introdução ao ANTIGO TESTAMENTO. São LEOPOLDO, RS. Ed: SINODAL, 2004. Enciclopédia da BÍBLIA TEOLOGIA e FILOSOFIA. Norman RUSSEL CHANPLIN. Phd.

terça-feira, 3 de setembro de 2013

OBADIAS E SUA PROFECIA CONTRA EDOM

INTRDUÇÃO Em sínteses pretendemos fazer com que o livro de Obadias, mostre sua relevância assim como os demais livros dos profetas menores, mesmo sendo ele o de menos conteúdo, mas, pela sua importância no cenário da literatura do Antigo Testamento. E assim como a questão do enredo entre as duas nações, Edom e Israel naqueles dias, e que por isso traz profecia do julgamento das más atitudes de Edom, não só para aqueles dias remotos, mas ainda no tempo final com o seu levante, e de outras antigas nações para pelejar contra Jerusalém. Conforme o autor, do texto explorado. OBADIAS: Livro bíblico número 31 — Exegetas, tem discutido sobre sua unidade e seu gênero literário e sua data oscilar desde o século IX a.C., até à época grega. Com 21 versículos apenas, Obadias, é o livro mais curto das Escrituras Hebraicas, proclama um julgamento de Deus que resultou no fim de uma nação, predizendo, ao mesmo tempo, o triunfo do Reino de Deus. As palavras iniciais dizem simplesmente: “Visão de Obadias” Com exceção do significa do seu nome, “servo do Senhor” nada mais se sabe a seu respeito, apenas que profetizou no período antes exilio babilônico. Se Oséias trata do amor de Deus por Israel, Amós cuida da justiça do Senhor, Joel fala do dia do Senhor, Obadias previu pelo Espírito da profecia a condenação de Edom, o maior inimigo de Israel o povo de Deus. Compare-se Jeremias 49:7-22 QUEM ERAM OS IDUMEUS Os edomitas provinham de Esaú, irmão de Jacó. A inimizade que existia entre esses dois irmão esta esboçada nos livro de Genesis numa linguagem nítida. As progênies dele perpetua essa contenda. Cedo Edom veio a ser uma nação poderosa (Gn. 36, Ex. 15:15; Num. 20;20-21), na volta de Israel do Egito, Moisés pediu permissão para passar por suas terras, mas não foram nada fraternos, mas, Deus o ordenou que o tratasse como irmão ( Deuteronômio 23:7-8). No obstante o ódio persistiu contra os israelitas A mensagem Divina Sob a ordem de Jeová, Obadias revela a sua visão. As nações são convocadas a unirem-se em guerra contra Edom. “Levantai-vos, e levantemo-nos contra ela em batalha”, ordena Deus. Daí, dirigindo suas observações à própria Edom, ele avalia a posição dela. Edom é bem pequena entre as nações e desprezada, contudo, é presunçosa. Sente-se segura, abrigada entre os altos rochedos, certa de que ninguém poderá derrubá-la. Não obstante, Jeová declara que, mesmo que a morada de Edom fosse tão alta como a da águia, mesmo se ela se aninhasse entre as próprias estrelas, de lá ele a derrubaria. Seu orgulho insuportável. Pelas o fato de sua morada em fortalezas de altas montanhas nas fedas talhadas nas rochas, dos antigos habitantes do monte Sier, os horeus que eram cavernícolas, e foram desapossado e destruído por Edom. (Genesis 14: 6: Deuteronômio 2: 12, 22). O arrogante espirito de Edom brota da crença de Sier invencível e da sua impenetráveis habitações. Deus a lhe segura que embora ele imite as águias e resida nas estrelas de lá o Senhor derrubará (Cp. Amós 9:2 Isaias 14: 12-20, queda de lucífer; Jó 39: 27-28) Edom pode ser inacessível a homem, mas não a Deus. Quanto maior o orgulho mais desastroso a sua queda. Os motivos do juízo. Tal castigo demanda uma apresentação a causas das subjacentes da ira de Deus contra Edom Os versículos 10 a 14 dão-nos o boletim de ocorrência contra esse obstinado inimigo de Israel. Eles retratam as condições de Israel quando Nabucodonosor invadiu Judá. A violência de Edom contra seu irmão Jacó (Joel 3;19). Ele voltava-se contra Jacó seu irmão gêmeo. Deveria haver duas fases para seu castigo: [1] num período os edomitas tornariam um povo cativo – onde a vergonha o cobriria; [2] um tempo no qual seriam exterminados como povo. Conclusão foram reduzido por João Hircano da dinastia macabéia perderam sua nacionalidade sob os romanos. Foram para sempre exterminados como nação, embora a terra voltasse a ser habitada. Não levaria tudo, parte da profecia sobre o respigar. Conduta de Edom Os descendentes de Esaú, irmão de Jacó, cujo nome foi mudado para Israel, os edomitas tinham parentesco chegado com os israelitas; tanto que eram considerados ‘irmãos’. (Deut. 23:7) Todavia, a conduta de Edom fora tudo menos fraternal. Pouco antes de os israelitas entrarem na Terra Prometida, Moisés pediu permissão ao rei de Edom para passar pela sua terra, mas, os edomitas recusaram-se friamente e reforçaram a sua recusa com uma demonstração de força. (Num. 20:14-21) Em Dias de Davi Embora fossem subjugados por Davi, mais tarde conspiraram com Amom e Moabe contra Judá, nos dias de Jeosafá, revoltou-se contra o Rei Jeorão, filho de Jeosafá, apoderaram-se dos cativos israelitas de Gaza e de Tiro, e invadiram Judá nos dias do Rei Acaz para fazer ainda mais cativos. — 2 Crô. 20:1, 2, 22, 23; 2 Reis 8:20-22; Amós 1:6, 9; 2 Crô. 28:17. Essa hostilidade atingiu um clímax em 607 a.C, quando Jerusalém foi desolada pelas tropas babilônicas. Os edomitas além de aprovarem, vibraram com os conquistadores ao tornar completa a desolação. “Exponde-a! Exponde-a até o alicerce dentro dela!”, bradavam. (Sal. 137:7) Ao se lançarem sortes sobre o despojo, eles estavam entre os que partilharam do saque; e, quando fugitivos judeus tentaram escapar do país, eles bloquearam as estradas e os entregaram ao inimigo. É esta violência por ocasião da destruição de Jerusalém que, evidentemente, é a base da denúncia registrada por Obadias, e isso foi, sem dúvida, escrito quando o desprezível ato de Edom ainda estava vivo na memória. (Obd. 11, 14) A restauração de Israel O contraste, ao passo, a casa de Jacó será restaurada. Homens retornarão ao monte Sião. Devorarão a casa de Esaú como o fogo devora o restolho. Apoderar-se-ão da terra ao sul, o Negebe, bem como da região montanhosa de Esaú e da Sefelá; ao norte, possuirão a terra de Efraim e Samaria, e a região até Sarefá; ao leste, obterão o território de Gileade. A orgulhosa Edom terá de deixar de existir, Jacó terá de ser restaurado e “o reinado terá de tornar-se de Jeová”. — V. 21. Rejeição de Edom, e a sua Volta. Apesar de N T não fazer menção ao livro de Obadias, assim como através dos séculos nada se ouve acerca Ede dom. no entanto o Ap. Paulo, (Rm 9:12) traz uma questão pouco discutida, mas, pertinente a inimizade entre Jacó e Esaú que, ainda no ventre materno, já se temos rumores desta contenda. Pelo o que segundo o texto explorado, no tempo do fim, antes da reunião das nações contra Jerusalém, na guerra do armagedom, Edom voltará à cena da historia, assim como outras nações antigas, e a plenitude da ira e juízo de Deus, executado pelo o Senhor Jesus Cristo, contra Edom e os seus aliados. CONCLUSÃO Em contraste com a desolação de Edom, os judeus voltaram à sua terra de origem em 537 a. C, sob o governo de Zorobabel. Fica evidente que o orgulho e a presunção levam à calamidade! Que o destino de Edom sirva de alerta para todos os que orgulhosamente se exaltam e cruelmente se alegram da tribulação que possa sobrevir aos servos de Deus. Reconheçam que “o reinado da terra é do Senhor”. Os que lutam contra Jeová e seu povo serão totalmente exterminados. Amém..! BIBLIOGRAFIA A Bíblia de Jerusalém http://wol.jw.org/pt/wol/d/r5/lp-t/1101990092